Filhos da Esperança

Ficha técnica

  • Nome: Filhos da Esperança
  • Nome Original: Children of Men
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Inglaterra
  • Ano de produção: 2006
  • Gênero: Ficção científica
  • Duração: 109 min
  • Classificação: 12 anos
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  • Elenco:

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Sinopse

Em 2027, nenhum ser humano nasce há quase 20 anos. É nesse ambiente, onde impera o caos, que o burocrata Theo (Clive Owen) é procurado por sua ex-mulher Julian (Julianne Moore), que tem um segredo que pode mudar os destinos da humanidade. Michael Caine faz um hippie que vai ajudar Theo em sua missão.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

07/12/2006

Há algo de estranho no Reino da Inglaterra. Depois de ter o Parlamento destruído pelos terroristas em V de Vingança, a distopia continua num futuro caótico e incerto. Agora, o ano é 2027 e há mais de dezoito anos não nasce uma criança. O mundo está praticamente tomado por terroristas, a humanidade está com os dias contados na ficção científica Filhos da Esperança, dirigida pelo mexicano Alfonso Cuarón (E Sua Mãe Também), adaptada de um romance da inglesa P. D. James.

A televisão despeja propagandas de teor fascista: “O mundo está em colapso; apenas os soldados ingleses sobrevivem”. Cuarón traz mais um pesadelo orwelliano de um futuro sombrio, sem esperanças, no qual a humanidade desumanizada está perto da extinção. O ser humano mais jovem do mundo tinha pouco mais de 18 anos, morava na Argentina, mas é assassinado logo no início do filme.

É nesse cenário caótico que somos apresentados ao burocrata Theo (Clive Owen), pouco antes de uma bomba explodir num café pouco depois de ele ter saído. Terrorismo se tornou comum, as pessoas nem estranham mais. Filhos da Esperança não se preocupa muito em explicar as origens do colapso, olhando para a frente, quando surge uma nova esperança na figura da ex-mulher do personagem central, Julian (Julianne Moore). Ele acaba sendo seqüestrado por um grupo de terroristas chamados Peixes e liderados por Julian.

Theo é a única pessoa capaz de ajudá-los a tirar do país diversos membros da organização. Em especial Kee (Claire-Hope Ashitey), uma jovem com um segredo que pode mudar tudo e que os terroristas pretendem usar para os próprios fins. Theo acaba se sentindo forçado a proteger e ajudar a moça, colocando em risco a própria vida.

Embora alguns discursos sejam exagerados e algumas cenas um pouco melodramáticas demais, Cuarón traduz em imagens fortes o desespero de um futuro obscuro, sem nenhuma esperança. A fotografia do mexicano Emmanuel Lubezki (premiada no Festival de Veneza) abusa dos tons de cinza, que contrastam com o vermelho do sangue derramado nos embates entre terroristas e militares no último ato, quando a ação se passa num campo que remete a Guantánamo (recentemente objeto de outro filme).

O cinema tem feito filmes sobre um futuro sombrio para a humanidade. Filhos da Esperança vem aumentar a lista, explorando algumas possibilidades bem plausíveis – e próximas do que vivemos no mundo atual – como a aversão de europeus pelos imigrantes e a degradação do planeta.

Alysson Oliveira


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