C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor

Ficha técnica

  • Nome: C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor
  • Nome Original: CRAZY
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Canadá
  • Ano de produção: 2005
  • Gênero: Drama, Comédia
  • Duração: 127 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Jean-Marc Vallée
  • Elenco:

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País


Sinopse

As alegrias e diferenças de uma família canadense ao longo de duas décadas são narradas pela ovelha negra do clã, Zac. Filho rebelde e sexualidade conflitante, o rapaz vê na música a válvula de escape das brigas com o irmão mais velho.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

23/11/2006

O personagem central da comédia canadense CRAZY –Loucos de Amor nasceu no dia de Natal de 1960, e essa é uma sina que o persegue. Esse não é o único problema de Zac (interpretado na maior parte do filme por Marc-André Grondin). Aparentemente, ele tem o dom sobrenatural de curar queimaduras de parentes e amigos. Essa atmosfera meio onírica, meio surreal, é o que dá o tom ao filme.

Leve e despretensioso, CRAZY acompanha duas décadas na vida de uma família cheia de problemas – como todas. Zac é o favorito do pai, mas esconde suas próprias suspeitas de que é atraído por outros homens. Já seus irmãos são verdadeiros estereótipos ambulantes: o roqueiro drogado, o atleta, o intelectual e o pestinha.

Zac, por sua vez, também se encaixa num padrão: o filho- problema. Quando seu pai o descobre homossexual, a posição privilegiada do garoto na família muda. Ele passa a ser o saco de pancadas, o bode expiatório. CRAZY segue a vida desses personagens ao longo dos anos, seus momentos de ternura e brigas.

A grande qualidade do filme é jogar seu público dentro do clima dos conturbados anos 70 que, no Canadá foram mais tranqüilos do que em outras partes do mundo. A direção de arte e figurino parecem escolhidos a dedo para compor o visual da época, mas sem exageros.

Já a trilha sonora é o grande combustível dessa viagem no tempo. De David Bowie, com sua ‘Space Oddity’, e Patsy Cline, e sua ‘Crazy’, tudo se encaixa perfeitamente para criar o tom das cenas. Música, aliás, tem um papel fundamental na vida da família. Para o pai, a música está no sangue dos seus filhos, é um dom.

O grande problema do filme é, na verdade, a sua edição e longa duração. A montagem não mantém o ritmo e boa parte do longa cobre um curto período na vida dos personagens, ou repete ações várias vezes (como as brigas entre os irmãos, as dúvidas de Zac sobre sua identidade). Os minutos finais tentam dar conta de um longo intervalo de tempo, apenas jogando fatos, sem explicar, justificar ou mesmo mostrar como as coisas aconteceram. Essa oscilação fazem as mais de duas horas de CRAZY bem perceptíveis.

O longa foi um dos mais premiados no Genie Awards – uma espécie de Oscar canadense – e levou estatueta de melhor filme, diretor e roteiro, entre outros.

Alysson Oliveira


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