Blade II - O Caçador de Vampiros

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Crítica Cineweb

06/02/2003

Wesley Snipes parece estar se divertindo muito no comando desta seqüência do sucesso original de 1998, data da primeira adaptação da história deste vampiro, híbrido de gente e sugador de sangue, tirado das páginas de um gibi da Marvel Comics. Esta espécie de humor sinistro é o grande trunfo por trás do filme, que nunca se leva mais a sério do que o gênero pode comportar e é o freio que impede a sangueira de virar o estômago dos mais sensíveis. Se é que há sensíveis inocentes o bastante para freqüentar esta que é uma das muitas releituras possíveis do mito de Drácula e não saber que a hemoglobina que jorra na tela, se fosse real, daria para encher muitos bancos de sangue.

O roteiro de David S. Goyer, mais ambicioso do que a maioria dos exemplares de terror em circulação, tem a habilidade de evidenciar duas relações paternais, uma a do mentor Whistler (Kris Kristofferson) e seu protegido Blade (Snipes), outra a de seus inimigos viscerais, estes o pai-rei Damaskinos (Thomas Kretschmann) e o filho-príncipe renegado, Nomak (Luke Goss). Esse vínculo paternal, que é um ingrediente de sucesso em toda e qualquer dramaturgia desde que o mundo é mundo, do teatro grego aos gibis, fornece combustível para que a história se eleve de vez em quando desse mar de sangue que ameaça afogar todos os passageiros.

Desgostoso com o desaparecimento de seu mentor, Whistler, Blade tinha até se mudado para Praga, onde encontra um descolado ajudante, Scud (Norman Reedus), que, entre um fuminho e outro, inventa e aperfeiçoa as letais engenhocas com que o caçador de vampiros despacha deste mundo seus colegas do mal. Mas Blade tem a grata surpresa de descobrir que Whistler, que o criou e o livrou de ser um sugador de sangue por conta de um soro providencial, não foi morto, mas sim transformado em vampiro e mantido prisioneiro. Blade consegue livrar seu pai adotivo e, juntos, eles terão uma nova missão: enfrentar uma nova raça de vampiros alterados geneticamente, os reapers, que são dotados de uma supermandíbula. Além de gigantesca, essa mandíbula é capaz de abrir-se dos lados e engolir, literalmente, a cabeça e outras partes de sua vítima. Um espetáculo, é bom que se diga, nada bonito de se ver.

O perigo desses reapers é tamanho, mesmo para os vampiros médios, que o arquiinimigo de Blade, Damaskinos, lhe propõe uma aliança, com a ajuda de sua filha, Nyssa (Leonor Varela). Meio desconfiado, Blade topa, formando o comando Bloodpack - que guarda uma nítida semelhança com os grupos de extermínio dos alienígenas da cinessérie Alien. A luta entre esses grupos é, como se pode imaginar, movida por muita pancadaria e dilacerações, amparadas por todas as técnicas disponíveis de maquiagem, máscaras e efeitos especiais, que o diretor mexicano Guillermo del Toro (de A Espinha do Diabo e Mutação) já comprovou que sabe manejar à vontade. Quem procurar sangue e ação, não terá do que reclamar. Pena que a mocinha, Leonor Varela, não tenha um sex-appeal mais convincente para adicionar mais tempero à trama.

Cineweb-21/6/2002

Neusa Barbosa


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