Os Infiltrados

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Sinopse

Billy Costigan (Leonardo Di Caprio) foi recrutado pela polícia de Boston para se infiltrar na máfia local. Já a organização tem Colin Sullivan (Matt Damon) plantado entre os oficiais da cidade. Um não sabe da existência do outro, mas estão próximos a bater de frente.


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Crítica Cineweb

06/11/2006

O cineasta norte-americano Martin Scorsese (Taxi Driver) volta aos temas de seus filmes mais conhecidos com este drama policial. Depois de dois filmes situados no passado, Gangues de Nova York e O Aviador, o diretor coloca a ação no tempo presente e substitui sua amada Nova York por Boston – mas isso não faz muita diferença para os propósitos de Os Infiltrados. Aqui, o diretor orquestra uma verdadeira ópera sobre violência e lealdade, no melhor do seu estilo, carregando os personagens e tramas com ambigüidades e situações paralelas.

Scorsese se reúne novamente com Leonardo DiCaprio, que protagonizou seus dois filmes anteriores. Aqui, o astro de Titanic é Billy Costigan, um policial que se infiltra no submundo da cidade, dominado pelo poderoso Frank Costello, interpretado por Jack Nicholson. O outro agente é Colin Sullivan, vivido por Matt Damon, um rapaz que foi ‘educado’ por Costello desde criança para ser um membro do departamento de polícia de Boston. Ele consegue subir rapidamente desde a academia até a unidade de investigações especiais. E assim mantém seu protetor informado, evitando que ele seja preso.

Billy e Colin estão sempre a ponto de se encontrar e bater de frente – o que pode acabar com os disfarces. Mas Scorsese e seu roteirista William Monahan (Cruzada) preparam uma outra complicação antes disso. Trata-se da psicóloga Madolyn (Vera Farmiga), que acaba se envolvendo com os dois jovens.

Sem as amarras de filmes situados no passado, Scorsese retoma a violência de Caminhos Perigosos e Taxi Driver. Mas, como é comum em sua obra, isso não é descabido nesse universo. Com o auxílio de sua montadora habitual Thelma Schoonmaker, o cineasta cria dois segmentos específicos e bem delimitados no filme.

Numa primeira parte, tudo é mais vertiginoso. Ali, Os Infiltrados não procura explicar muita coisa, nem desenvolver personagens ou criar uma narrativa muito coesa. O objetivo é jogar o público dentro daquele universo. Para isso, usa muitos cortes e muita música – com direito ao hardcore da banda Dropkick Murphys, que são de Boston.

Já a segunda metade do filme cobre um período de tempo menor. É quando os mundos dos dois infiltrados começam a desmoronar – assim como as suas identidades. Ninguém mais é confiável. A não ser Scorsese, que dirige um filme com um vigor que não se vê há muito tempo – provavelmente desde Os Bons Companheiros. Os Infiltrados já tem um lugar de destaque na obra do diretor.

Alysson Oliveira


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