O Ano Em Que Meus Pais Saíram De Férias

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País


Sinopse

Mauro é um menino de 12 anos, fã de futebol, que espera com ansiedade o início da Copa mundial de futebol em 1970, onde o país espera tornar-se tricampeão. Pouco antes disso, no entanto, seus pais precisam esconder-se, por causa de problemas políticos, em plena ditadura militar. O menino é deixado na casa do avô, mas ele morre. Sozinho, ele descobre o mundo do Bom Retiro, dos judeus e a amizade com as meninas.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

31/10/2006

O criador da série e do longa Castelo Rá-Tim-Bum, Cao Hamburger, confirma a estréia talentosa e realiza aqui um pungente retrato da geração que nasceu no final dos anos 50, começo dos 60, no Brasil. Uma geração que viveu a ditadura ainda na infância e só pôde votar diretamente para a presidência do País em 1989, quando entrava nos 30 anos.

O ano da história é 1970. O menino Mauro (Michel Joelsas) tem 12 anos, adora futebol e só pensa na Copa do Mundo do México, em que o Brasil tem tudo para ser tricampeão (como acabou acontecendo). Seus pais (Simone Spoladore e Eduardo Moreira), no entanto, tem problemas mais graves a tratar – são militantes políticos de esquerda e precisam rapidamente sumir de circulação, para evitar as prisões e torturas que aconteciam naquele período, o auge da ditadura militar, governo do general Emílio Garrastazu Médici.

Para todos os efeitos, os pais “saem de férias”. E deixam o garoto na porta do prédio de apartamentos do Bom Retiro, em São Paulo, onde mora o avô, Mótel (Paulo Autran). Mas, por uma terrível coincidência, o avô acaba de morrer. O menino é, então, acolhido pelo vizinho, Schlomo (Germano Haint). Passa-se um ano em que Mauro terá oportunidade de ser apresentado à tradição judaica, que seu pai deixou de lado, e também terá algumas amizades – a maior delas com Hanna (Daniela Piepszyk), garota esperta que joga futebol no time do bairro, em que Mauro se tornará o goleiro.

Alguns poderão notar semelhanças deste filme com o moderno cinema sul-americano e isso não é mera coincidência. A história de O Ano em que meus pais saíram de férias remete com certeza a títulos recentes como o argentino Kamchatka, de Marcelo Piñeyro, e ao chileno Machuca, de Andrés Wood. E o filme brasileiro sai-se muito bem nesta comparação.

Neusa Barbosa


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