As Panteras [2000]

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Crítica Cineweb

06/02/2003

Se você é saudosista e ainda guarda as boas lembranças do seriado de TV, não procure estabelecer comparações com o filme As Panteras que chega agora aos cinemas. Se quiser a repetição na tela grande das aventuras de Farrah Fawcett, Kate Jackson e Jaclyn Smith certamente vai se decepcionar. As Panteras de hoje, com Drew Barrymore, Cameron Díaz e Lucy Liu, apenas toma emprestada a idéia original do seriado para recriar um trio de heroínas audazes, belas e mestres nas artes marciais que acaba servindo de pretexto para uma divertida comédia sobre filmes de ação e espionagem. Muitas cenas lembrarão situações vividas nos dois exemplares de Missão: Impossível e na interminável série do espião 007. Talvez esta não tenha sido a idéia, mas conta-se que muita coisa mudou no roteiro original, depois de passar pelas mãos de 17 profissionais.

O resultado final não decepciona. E a platéia americana gostou do que viu. Nos dez primeiros dias de exibição, o filme faturou US$ 75 milhões. Mesmo que o trio seja muito desigual em seu talento - de todas, Lucy  Liu é a personagem mais fraca e menos carismática -, consegue manter o pique nas situações cômicas e nos malabarismos marciais. Quem viu Matrix vai identificar algumas dessas coreografias muito bem realizadas em câmera lenta. O responsável é Cheung-Yan Yuen, irmão de Yuen Wo Ping, que treinou os atores de Matrix.

Como na série de TV, Natalie (Cameron), Alex (Lucy) e Dylan (Drew) são três detetives que trabalham para uma agência chefiada por um milionário misterioso, Charlie. O único que conhece o chefe é Bosley, um atrapalhado executivo que não poderia ter sido melhor interpretado por Bill Murray.

As três detetives têm como missão localizar um fabricante de software aparentemente seqüestrado pelo dono de uma empresa concorrente. Mas as aparências enganam. O seqüestrado é logo encontrado e o que parece estar em jogo é a posse de um programa de computador que pode ajudar a empresa rival a espionar pessoas.

Brincando com os clichês dos típicos filmes de espionagem, as três seguem pistas falsas, exageram em disfarces e até usam máscaras que se moldam no rosto (lembram-se da habilidade de Tom Cruise em disfarçar-se em Missão: Impossível?). Do trio, a mais divertida é Cameron Díaz, na pele de uma loira burra que se mete em muita confusão e assume definitivamente o tom de deboche de sua personagem.

Luiz Vita


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