O Diabo Veste Prada

Ficha técnica


Avaliação do leitor

PéssimoRuimRegularBomÓtimo 13 votos

Vote aqui


Locais de filmagem


Sinopse

Andy é uma jovem jornalista que sonha trabalhar numa conceituada revista como a "New Yorker". Porém, acaba conseguindo emprego como assistente da "Runway", uma revista especializada em moda. Sua editora é Miranda Priestly (Meryl Streep), uma mulher que transforma a vida da garota num verdadeiro inferno.


Extras

- Comentário do diretor, produtora, figurinista, roteirista, editor e diretor de fotografia

- Featurettes

- Cenas Excluídas

- Erros de Gravação

- Trailer


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

18/09/2006

Existem filmes que valem mais pelos seus atores do que pelo enredo ou seus personagens. A comédia O Diabo Veste Prada certamente passará a ser um dos mais notórios exemplos dessa categoria. O filme em si é fraco, previsível e reverente demais, quando podia dar um enfoque mais cínico a um mundo que pouca gente leva a sério. Já Meryl Streep no papel do ‘personagem título’ é simplesmente brilhante. Aqui, ela tem a chance de mostrar sua veia cômica poucas vezes utilizada e também de mostrar o quanto é capaz de fugir das armações bobocas que um roteiro insiste em construir.

Supostamente, a protagonista do filme é Anne Hathaway, no papel de Andy, uma recém-formada jornalista do interior, que consegue um emprego com na famosa revista de moda “Runway”, para trabalhar como assistente da editora megera Miranda Priestly (Meryl). Que a menina não sabe nada de moda ou que o diabo é sua nova chefe são apenas detalhes que logo serão revistos.

O filme é Meryl Streep. As cenas das quais ela não participa são tolas e sem graça. Parece que está faltando algo que realmente justifique a existência daquele momento. Pouco interessa como é a vida de Andy fora do trabalho, se ela tem amigos leais ou um namorado insatisfeito. O que todo mundo quer é ver Miranda fazer o que faz melhor: maltratar seus subalternos, e isso ela sabe fazer com charme e requinte. A voz da personagem nunca se altera, continua no mesmo tom em seus momentos mais demoníacos. Sua postura é delicada, mas ao mesmo tempo austera. Suas maldades, em sua cabeça, são apenas funções que seus imediatos não são capazes de realizar e cabe a ela ficar cobrando.

O roteiro é baseado no romance homônimo e o que o diretor David Frankel (Sex and the city) e a roteirista Aline Brosh McKenna fazem é desviar o foco da história – ao menos na maior parte do tempo. Aqui, mais do que seguir a redescoberta de Andy, como ser humano e jornalista, o centro tenta ser Miranda. A personagem não é apenas um monstro sem coração. Embora o roteiro não tente justificar as suas ações, ele busca o lado humano da megera.

Ao mesmo tempo, O Diabo Veste Prada traz um olhar extremamente reverente em relação ao mundo da moda. Diferente do cinismo de Robert Altman e seu Prêt-à-Porter, que esculhambava cinicamente com os desfiles, mostrando um universo fútil e repleto de egos. Aqui essa mesma esfera é justificada como um modo de vida que as pessoas levam a sério. E o filme também.

Anne, no papel de Andy, praticamente some ao lado de Meryl, Stanley Tucci e mesmo de Emily Blunt (de Meu Amor de Verão), que no papel da assistente mais importante de Miranda é a segunda melhor qualidade do filme. Cabem a ela algumas das melhores frases e trejeitos ao longo da história. Já a protagonista é mais passiva e desprovida de nuances, o que a torna mero acessório para nos levar até o ‘diabo’, que é, de longe, o personagem mais fascinante. A transformação de Andy de patinho feio a uma mulher sofisticada faz um paralelo com a sua desumanização, muitas vezes involuntária. A personagem parece não ter domínio de sua vida e acaba sendo apenas uma marionete nas mãos das outras, sejam Miranda, colegas de trabalho ou mesmo o namorado.

Quando a jornalista Lauren Weisberger publicou seu roman à clef O Diabo Veste Prada, em 2002, o mundo do jornalismo norte-americano especializado em moda veio abaixo. A chave para compreender o livro é a poderosa Anna Wintour, editora da Vogue e ex-chefe da escritora. Best-seller instantâneo, o livro é adorado por uma legião e esnobado por outra, chegando a figurar em diversas listas de piores publicações do ano. O que não é nada bom para uma jornalista cujo sonho era trabalhar na conceituada New Yorker, e acabou servindo de capacho de uma editora de revista de moda.

O Diabo Veste Prada, o filme, mostra, mais uma vez, porque Meryl Streep é a melhor no que faz – embora para conferir como ela também é ótima em comédia baste ver Adaptação, A Morte lhe cai bem e Ela é o Diabo, no qual ela era a vítima de uma mulher infernal. Com um diabo desses não é nada difícil se tornar um Fausto, vender a alma a ela e ainda dar troco.

Alysson Oliveira


Comente
Comentários:
  • 25/05/2010 - 18h16 - Por Madinha Achei esse filme muito legal acho que é um dos melhores que já olhei é um filme que as pessoas que atuam nele são ótima em queseito de atuar bem....
  • 18/09/2010 - 22h15 - Por fracine eu ja assistir o filme e já li o livro...
    o livro é totalmente diferente do livro no fim do livro ela sae com uma mão na frente e outra atras , porque ela manda
    miranda e se f****...
    no filme ela sae e vai direto pro New Yorker Times coisa que não acontece no livro...
    os melhores atore(A)(S) são meryl streep , Stanley Tucci e Emily Blunt só porque o resto joga tudo fora
    andy é muito sem sal
  • 25/12/2010 - 11h57 - Por Otávio Filminho "sessão da tarde" sem vergonha (clichê, fútil...)

    E daí que a atuação da Meryl Streep foi muito boa? Um filme não se resume a isso...
  • 12/04/2011 - 19h09 - Por Priscila Lima Eu vi esse filme e adorei as cenas no entanto eu consegui observar 2 cenas de postura e 2 cenas de atitude.
    Bjão eu assisti esse filme e espero contunuar assistindooo.Na Telecine Pipoca
Deixe seu comentário:

Imagem de segurança