Assunto de Meninas

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Crítica Cineweb

05/02/2003

"Odeio meus pais" é a frase que mais sai da boca dos adolescentes, rebeldes por princípio e avessos a qualquer tipo de ordem. O período é mesmo conturbado, já que o jovem confronta seu egocentrismo com o mundo que teima em girar independentemente de sua vontade. O filme Assuntos de Meninas, de Léa Pool, atesta a influência da relação entre pais e filhos na maneira como os adolescentes lidam com aqueles que os cercam. Como se não bastassem os complexos e as espinhas, os personagens ainda têm de encarar o preconceito diante do homossexualismo, tratado no filme de forma sincera e humana.

Mouse (Mischa Barton), que ainda sofre com a perda da mãe e com a ausência do pai que dedica mais atenção à esposa do que à filha, é mandada ao colégio interno Perkins. Na chegada à nova escola, a garota, com a ajuda das colegas de quarto Paulie (Piper Perabo) e Tory (Jessica Paré), percebe que o local não é tão ruim quanto pensa.

A amizade entre elas cresce e, com o tempo, Mouse descobre que suas amigas têm um caso. Quando as meninas são surpreendidas juntas, Tory entra em pânico com a possibilidade de os pais descobrirem o relacionamento e se afasta de Paulie. Esta, no entanto, se recusa a aceitar a decisão da amante e passa a procurá-la incansavelmente. A situação também se complica para Mouse que fica dividida entre as duas colegas.

Além da excelente versão ao vivo de Add It Up, do Violent Femmes, Assunto de Meninas tem outras qualidades. A primeira é a boa atuação do trio Perabo (Show Bar), Paré (dos seriados Party of Five e Dowson´s Creek) e Barton, seguido por uma discussão existencialista onde a solução dos problemas pessoais é depositada no outro, o que dificulta o final de qualquer relacionamento.

Cineweb-7/2/2003

Luara Oliveira


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