A Vingança do Mosqueteiro

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Crítica Cineweb

04/02/2003

Deve ser a enésima adaptação do famosíssimo livro escrito em 1844 por Alexandre Dumas, Os Três Mosqueteiros. Não há reclamações dessa vontade de revisitar o delicioso clássico da capa-e-espada francês, claro. Pode-se protestar apenas contra a falta de personalidade desta nova visita, bem mediana apesar do elenco tão recheado de bons atores internacionais.

Encabeça este bom time de atores a estrela francesa Catherine Deneuve, como ninguém menos do que a rainha da França, mulher de Luís XIII (Daniel Mesguish), bem naquele momento em que o cardeal Richelieu (o irlandês Stephen Rea) mostra suas garras, movimentando-se como um verdadeiro soberano paralelo. Para isso, o maquiavélico cardeal usa os serviços do mortífero Febre (o inglês Tim Roth), um braço armado que pouco a pouco revela-se completamente incontrolável.

Neste instante em que Richelieu e Febre dominam na prática a cena política, está em baixa o prestígio dos mosqueteiros, a guarda de elite do rei que cobriu a França de tantas glórias no passado. Assim, está na cadeia o mentor deles, o sr. De Tréville (Michael Byrne). Bem nessa hora de baixa, dispõe-se a entrar nas fileiras dos mosqueteiros o jovem e impetuoso D'Artagnan (Justin Chambers, de O Casamento dos meus Sonhos), que viu os pais serem barbaramente assassinados por Febre mas conseguiu impor ao cavaleiro negro do cardeal uma feia cicatriz no olho, que o malvado esconde com uma venda.

Desenhada a intriga básica entre Febre e D'Artagnan, não resta muito a fazer por parte do trio famoso do livro, Athos (Jan Gregor Kremp), Aramis (Nick Moran) e Porthos (Steve Speirs). Aos três, resta pouco mais do que assistir de camarote alguns enfrentamentos entre o novato mosqueteiro e o arquivilão - o mais acrobático deles uma seqüência de luta de espadas sobre oscilantes escadas de madeira, uma das cenas do filme coreografadas pelo veterano do cinema de Hong Kong, Xin xin-Xiong.

Papel de mais destaque do que o dos apagados três mosqueteiros é o da mocinha espevitada Francesca (Mena Suvari) que, entre uma valentia e outra a serviço do galã da história e da rainha, de quem é amiga pessoal, ainda encontra tempo para um banho de banheira - que, para decepção de quem a viu na mesma situação em Beleza Americana, não inclui as celebradas pétalas de rosa.

Cineweb-5/3/2002

Neusa Barbosa


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