Piratas do Caribe 2 - O Baú da Morte

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Will Turner (Orlando Bloom) e Elizabeth Swann (Keira Knightley) vão se casar. Mas a cerimônia é interrompida por lorde Beckett (Tom Hollander), que os manda prender. Ele chantageia o casal para reencontrar o capitão malandro e pirata Jack Sparrow (Johnny Depp) e apossar-se de uma misteriosa chave. Um segredo sobrenatural envolve o baú que ela é capaz de abrir.


Extras

- Planejando o retorno

- De acordo com o plano: a atormentada e verdadeira história do baú da morte

- Capitão Jack: da cabeça aos pés

- Dominando a espada: Orlando Bloom, Keira Knightley, Jack Davenport

- Encontrando Davy Jones

- Criando o Kraken

- Homens mortos contam novas histórias

- Voando pelo set: a jaula de ossos

- Piratas na main street: a estréia de O Baú da Morte

- Jerry Bruckheimer: diários de fotos do produtor

- Cinco easter eggs: The coconut man, a dog's day off, feeding the crew, the twin pirates, Tony the painter


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

17/07/2006

O segundo capítulo da franquia Piratas do Caribe tem as vantagens e desvantagens de toda seqüência. As vantagens vêm principalmente do fato de que, como o primeiro filme deu muito certo (acumulando mais de US$ 650 milhões de bilheteria mundo afora), houve mais dinheiro para caprichar na produção do segundo. Por isso, as seqüências de ação são maiores e mais elaboradas, a ponto de lembrar Os Caçadores da Arca Perdida, embora com humor mais pastelão. Sim, porque é inegável que a performance de Johnny Depp remete tanto à impagável cara-de-tacho de um Buster Keaton, quanto à agilidade física de um Charles Chaplin.

O que torna Johnny Depp esse ator tão especial é que ele é mesmo essa mistura de Keaton e Chaplin dentro de uma figura de príncipe outsider, que nem mesmo a pesada maquiagem e o figurino cartunesco de Jack Sparrow conseguem esconder. O Jack Sparrow que, quem diria, virou o passaporte de Depp para o mainstream, com direito a indicação de Oscar de melhor ator e tudo.

Há muito movimento no filme, que começa a decolar nas bilheterias americanas, prometendo sucesso ainda maior do que a primeira edição. Estão de volta todos os personagens principais, como Will Turner (Orlando Bloom) e Elizabeth Swann (Keira Knightley) que, aliás, deviam se casar na primeira cena. Ao invés disso, eles são presos pelo comandante da Companhia das Índias Orientais, lorde Beckett (Tom Hollander), por ter ajudado Jack Sparrow a escapar. A sentença prometida ao casal é a forca.

Mas é claro que o lorde não tem qualquer outra intenção do que a chantagem. E logo revela seu verdadeiro objetivo – quer que Will reencontre Jack e obtenha uma misteriosa chave que abre, como se descobrirá, um baú muito especial. Dentro dele não está um tesouro qualquer e sim nada menos do que o coração do temido capitão do navio-fantasma O Holandês Voador, Davy Jones (Bill Nighy, irreconhecível por trás de uma máscara com barba de tentáculos).É com esse Davy Jones, aliás, que Jack Sparrow tem de acertar uma conta antiga, já que o trapaceou para não cumprir cem anos de servidão no navio-fantasma.

O que mantém a ação sempre em movimento vertiginoso, então, é a procura desta chave e deste baú, bem como as tenebrosas incursões do Holandês Voador, acompanhado de um gigantesco polvo, o Kraken, especializado em mastigar navios e seus marinheiros com implacável gulodice. Há repetidos efeitos espetaculares em Piratas 2 - talvez demais, o que estica até a duração do filme. Isto sinaliza uma procura do espetaculoso que aproxima esta produção do estilo Peter Jackson (King Kong, O Senhor dos Anéis), pois aqui o diretor Gore Verbinski se aproximou bem mais do sinistro e do violento. Não fosse o tom zombeteiro indelével de seu herói, talvez Piratas 2 sucumbisse sob o peso de tantos efeitos e tanta maquiagem.

Outra desvantagem da seqüência está no próprio fato de que não é mais uma novidade. Tem-se aqui um segundo filme que vai assumidamente ser seguido por um terceiro, o que aprisiona um pouco a sua própria energia, contaminando-a com a mesma síndrome de O Senhor dos Anéis. Ou seja, nada aqui será concluído, tudo ficará para o próximo capítulo. Este filme, na verdade, tem pouco mais do que a função de estimular o apetite. O espectador só come o bolo na próxima edição.

Neusa Barbosa


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