Poseidon

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País


Sinopse

Na noite de Ano Novo, o navio de luxo Poseidon é atingido por uma onda e naufraga. Centenas de pessoas morrem. Mas alguns dos sobreviventes decidem não esperar pelo socorro e planejam sair da embarcação por conta própria.


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Crítica Cineweb

20/06/2006

Um grupo de produtores de Hollywood deve ter sido ingênuo a ponto de pensar que milhões foram ver Titanic por causa do naufrágio e não para ver Leonardo Di Caprio. Por isso acharam que o mundo merece um remake de O Destino de Poseidon, um filme de 1972, pai dos filmes-catástrofe que fizeram a alegria das bilheterias nos anos 70. Mas não parece ser bem o caso para um remake, porque esse novo Poseidon, em nada acrescenta, e nem funciona, se considerado apenas como entretenimento.

O que fazia dos filmes de desastre um sucesso era, além dos elementos visuais e de ação, o fato de ter personagens interessantes, que pareciam pessoas de verdade e não seres inventados para um filme. Assim, existia um interesse em torcer por eles – ao menos, por alguns deles. Em Poseidon isso não acontece. Os sobreviventes que tentam sair do navio são tão estereótipos-ambulantes, que se chega a lamentar não terem sido tragados pela onda que vira a embarcação e acabar com tudo logo de uma vez.

Dirigido pelo alemão Wolfgang Petersen (Tróia), que fez fama com filmes envolvendo embarcações (O Barco – Inferno no Mar e Mar em Fúria), o filme não perde muito tempo estabelecendo tensões ou personagens. Logo numa das primeiras cenas, o gigantesco navio Poseidon é atingido por uma onda gigantesca na noite de ano novo. O barco vira, muita gente morre, alguns sobrevivem e um grupo seleto decide tentar a sorte e não esperar pelas autoridades para sair do navio.

Josh Lucas é Dylan, uma espécie de jogador profissional que acaba sendo o líder do grupo – embora preferisse fugir sozinho. Acompanhando-o estão uma mãe solteira (Jacinda Barrett) e o filho, um ex-bombeiro e ex-prefeito de Nova York (Kurt Russell), sua filha (Emmy Rossum) e o namorado dela (Mike Vogel); o arquiteto do navio (Richard Dreyfuss, que em tempos melhores teve seu próprio filme-catástrofe, Tubarão); um trambiqueiro (Kevin Dillon); e a mexicana que viajava clandestinamente (Mía Maestro). Também há um membro latino da tripulação, vivido por Freddy Rodríguez (de A Sete Palmos), mas ele serve apenas para mostrar a planta do navio, sendo rapidamente descartado.

Alguns sobrevivem, outros se sacrificam pela sobrevivência dos outros, esta é a lei do gênero. Até lá, é preciso agüentar hora e meia de muita água, explosões, gente ofegante, diálogos mal escritos e situações estapafúrdias. A bela latina, por exemplo, resolveu viajar para superar o fato de ter um irmão doente; o ex-prefeito-bombeiro não está muito contente com o namoro da filha. Já o arquiteto é homossexual, brigou com o namorado e até pensou em se matar, mas, estranhamente, desistiu quando viu a onda a caminho de atingir o navio – não aceitou morrer de causas da natureza.

Com um bando de personagens tão sem graça, não será de se espantar se tiver gente torcendo para que no fim não sobreviva nenhum. É a vingança da platéia pensar que os personagens ruins não vão sobreviver no final – se sobreviverem ao naufrágio, sempre resta a possibilidade da pneumonia.

Alysson Oliveira


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