X-Men - O Confronto Final

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Sinopse

Os mutantes mais famosos do cinema protagonizam esse terceiro longa da série. Aqui, eles devem lutar contra o governo que produziu uma vacina que pode deixá-los ‘normais’. Magneto (Ian McKellen) pensa em roubar a vacina e ameaçar todos os mutantes que não compactuarem com ele.


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Crtica Cineweb

22/05/2006

O terceiro filme da série X-Men, X-Men – O Confronto Final, deixa claro que o diretor Bryan Singer (que dirigiu os dois primeiros, e agora foi fazer Superman) faz falta. Brett Ratner (A Hora do Rush) não foi competente o bastante para manter a proposta no mesmo nível e o resultado é bem abaixo das possibilidades. Os super-heróis mutantes perdem muito de sua aura pop e do conteúdo que provou ser capaz de abordar.

O roteiro do inglês Simon Kinberg (Sr e Sra Smith) e Zak Penn (X-Men 2) até ameaça decolar, mas também é abaixo dos anteriores. Somando a história fraca e a direção sem personalidade, o resultado é apenas mais uma adaptação de quadrinhos fraca, que não consegue agradar nem aos fãs ao fazer algumas mudanças no original.

Os dois primeiros filmes conseguiram levar ao cinema um público que não conhecia a história dos personagens. O primeiro, lançado em 2000, começava com um certo didatismo necessário para apresentar os mutantes, e caminhava rápido para a ação. O segundo, de 2003, não perdia tempo com muitas apresentações e lidava com questões sérias que, apesar de contatadas no contexto de uma ficção científica, refletia problemas de humanos reais. O principal tema da saga sempre foi o preconceito. Os mutantes tentam viver numa sociedade que não está preparada e não aceita seres diferentes. O Professor Xavier (Patrick Stewart) acredita na possibilidade da convivência pacífica. Seu rival, Magneto (Ian McKellen), não. E esse é o embate deles.

X-Men – O Confronto Final quer ter um lado sério. O governo norte-americano conseguiu desenvolver uma vacina que cura mutações. Alguns mutantes gostam da idéia, e aceitam ser vacinados. Outros, não. Acaba aí o que há de interessante no filme que, muitas vezes, soa como uma paródia mal feita dos dois primeiros. Há pouco conteúdo e muitos efeitos especiais – diferente dos primeiros filmes que sabiam equilibrar os dois elementos.

Personagens aparecem do nada e não servem para muita coisa. Esse é o caso de um mutante que tem asas de anjo. Quem é ele, para que serve e o que quer ser dito com o personagem nunca fica claro. Sua mutação mais serve para um ajuste de contas pessoal do que para o bem do grupo ou dele mesmo.

Os atores que se consagraram fazendo papéis de mutantes, como Hugh Jackman (Wolverine), Halle Berry (Tempestade), Famke Janssen (Jean Grey/Fênix) parecem entediados por não ter, desta vez, um personagem com o qual trabalhar. O que é uma pena, pois a personagem de Famke, que supostamente teria morrido no segundo filme, ressurge das cinzas. Porém, agora com uma personalidade diferente. Ela é a personagem mais complexa e bem elaborada do grupo, com conflitos interessantes e uma resolução que chega perto da tragédia grega. Aqui, coitada, não lhe resta muito se não fazer caras e bocas, usar um olhar catatônico e explodir pessoas.

Enquanto Singer estava preocupado em desenvolver a história e os personagens, Rattner se mostra centrado apenas em ação. Com cortes rápidos e pouca preocupação com a narrativa, o filme parece mais longo do que realmente é, deixando de lado tramas sem resolução. Até caminhar para um clímax previsível e sem graça.

O final (que acontece só depois dos créditos finais) deixa a possibilidade para uma continuação. Mas a Fox, que produziu e distribuiu os filmes, diz que a saga dos X-Men é uma trilogia e, portanto, esse é o último filme. O que é possível é alguns personagens ganharem seus próprios filmes, como um só de Wolverine – o que é mais provável. Nesse caso, seria melhor que trouxessem Brian Synger novamente.

Alysson Oliveira


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