A Concepção

Ficha técnica

  • Nome: A Concepção
  • Nome Original: A Concepção
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2005
  • Gênero: Drama
  • Duração: 96 min
  • Classificação: Livre
  • Direção:
  • Elenco: Matheus Nachtergaele, Milhem Cortaz

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País


Sinopse

Alex (Juliano Cazarré), Lino (Milhem Cortaz) e Liz (Rosane Holland) são filhos de diplomatas que dividem um grande apartamento em Brasília. Os pais de todos estão sempre longe, apenas pagando as contas. O cotidiano deles se resume a sexo, drogas e rock´n´roll. Então aparece X (Matheus Nachtergaele), que se torna uma espécie de guru deste grupo. Todos aceitam sem protestos a sugestão de X para seguir um novo modo de vida: o “concepcionismo”.



Extras

- Trilha de áudio com comentários do diretor

- Sinopse

- Ficha técnica

- Manifesto concepcionista

- Cenas deletadas

- Making of

- Trailer


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

08/05/2006

Tecnicamente ágil, com muitas variações de textura, câmera inquieta, efeitos de animação, montagem nervosa de Paulo Sacramento (premiado na categoria no Festival de Brasília 2005) e uma trilha roqueira competente (de ZePedro Gollo, outro prêmio em Brasília), A Concepção apóia-se nessa linguagem para compor o clima febril da história de um grupo de jovens perdidos e ociosos.

Alex (Juliano Cazarré), Lino (Milhem Cortaz) e Liz (Rosane Holland) são filhos de diplomatas que dividem um grande apartamento em Brasília. Os pais de todos estão sempre longe, apenas pagando as contas. Ninguém trabalha, estuda ou tem qualquer objetivo. O cotidiano deles e seus agregados é sexo, drogas e rock´n´roll. Então aparece X (Matheus Nachtergaele), que se torna uma espécie de guru deste grupo. Como ninguém mostra nenhuma vontade de pensar nada por si mesmo, todos aceitam sem protestos a sugestão de X que se siga daqui para a frente o “concepcionismo”.

Essa confusa doutrina de vida prega a “morte do ego”. Todo mundo queima os próprios documentos e mergulha cada vez mais numa rotina de excessos. Uma idéia nada original, aliás. Nota-se aqui uma óbvia inspiração do roteiro (assinado por Luís Carlos Pacca e Breno Álex) em Os Idiotas (1998), de Lars von Trier, que seguia um grupo de jovens, moradores de uma mansão colocada à venda e que passava seus dias tentando romper com todo tipo de convenções sociais.

Uma semelhança mais tênue pode ser estendida a Os Sonhadores, de Bernardo Bertolucci. A diferença mais funda aqui é que a sexualidade que no filme de Bertolucci era libertadora e transgressora aqui é opressiva, triste, quase doente.

Embora tenha qualidades, uma das muitas promessas que o filme do diretor brasiliense José Eduardo Belmonte não cumpre é delinear satisfatoriamente a figura destes personagens. Todos são unilaterais e monocromáticos demais para que se alcance o que parecia ser um retrato de geração, nas pulsantes seqüências iniciais do filme – onde se vê uma sucessão de imagens de Brasília acompanhadas de um forte texto crítico em off, lido por Milhem Cortaz, sobre a dureza de viver na capital federal.

No máximo, A Concepção fornece um instantâneo da vertigem destes seres perdidos num dilacerante vazio existencial, sem projeto pessoal nem utopia nem sonho amoroso, implacavelmente tragados pelo peso das instituições, como a família e a justiça.

Neusa Barbosa


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