Ultravioleta

Ficha técnica


Avaliação do leitor

PéssimoRuimRegularBomÓtimo 3 votos

Vote aqui


País


Sinopse

Violeta (Milla Jovovich) é um ser mutante num futuro. Parte vampira, ela descobre que pode haver uma cura para o seu mal num garoto conhecido como 6 (Cameron Bright). Ao encontrá-lo, descobre que inimigos também tentam liquidá-lo.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

24/04/2006

O remake de Glória estrelado por Sharon Stone era a pior adaptação do clássico de John Cassavetes para o cinema moderno. Até agora. Porque Ultravioleta vem para roubar o posto. Segundo o material para a imprensa sobre o filme, o diretor e roteirista Kurt Wimmer foi buscar inspiração na personagem interpretada para Gena Rowlands no filme de Cassavetes para criar a sua heroína. As duas passam boa parte do filme fugindo e levando uma criança a tiracolo. As semelhanças acabam por aí.

Ultravioleta é assumidamente uma ‘homenagem’ a Glória, e, veladamente, um plágio de Kill Bill, Matrix, Blade Runner – O Caçador de Andróides e até Resident Evil – Hóspede Maldito, estrelado pela mesma Milla Jovovich, que aqui faz a heroína Violet Song jat Shariff. Parte humana, parte vampira, parte camaleão e cheia de atitude, a criatura vive num mundo do futuro obscuro. Ela é resultado de uma experiência do governo para criar seres mais poderosos. Porém, o experimento deu errado e, agora na companhia de outros semelhantes, ela vive no ostracismo, temendo ser eliminada.

Surge uma possibilidade de cura, na figura de um garoto chamado 6 (Cameron Bright), que teve seu sangue modificado em laboratório. Violet, então, passa boa parte do filme tentando proteger o menino de ser capturado e executado pelo cientista que o criou. Algo que, a longo prazo, se mostra inútil, pois o menino está com suas horas contadas. Mas a heroína não desiste. Mudando de cor a toda hora – naturalmente, violeta é a cor preferida de sua palheta – ela é capaz de exterminar centenas de soldados inimigos apenas com uma espada.

Ela também não precisa de muito para exterminar a paciência de qualquer pessoa que não seja a faixa demográfica a quem o filme se destina: meninos de 12 anos. Cheia de atitude, Milla não interpreta – e nem é tudo culpa dela, afinal não existe personagem aqui. Apenas faz poses para a cara e tenta manter cara de durona. Bright, nos últimos dois anos fez cinco filmes – e papéis bizarros em três deles. Ele parece estar se especializando em personagens que não morrem ou voltam do além – seja aqui, ou em O Enviado, ou Reencarnação.

Pelo tipo de filme e proposta do diretor, não se espera nada brilhante. Mas poderia haver um mínimo de criatividade. Wimmer se mostra preguiçoso, filmando todas as cenas de luta exatamente iguais – muito parecidas também com as da Noiva, em Kill Bill. Para dar uma certa ‘seriedade’ no filme, a abertura é feita em forma de quadrinhos, quando a câmera passeia por páginas de um gibi. Outra enganação. O roteiro e personagem são originais (no sentido de não ser adaptados de outra fonte; não significando serem criativos). Se Ultravioleta for um estouro de bilheteria, pode ser feita uma continuação. Nesta, a personagem poderia encontrar o seu namorado Infravermelho e serem felizes em algum lugar além do arco-íris.

Alysson Oliveira


Comente
Comentários:
  • 25/09/2010 - 19h11 - Por fafv de amanari esse filme e pura açao e adrelalina,d louco!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
  • 15/11/2010 - 16h35 - Por FeuP valeu mesmo quem coloco o nome da mulher q faz ultraviolet
Deixe seu comentário:

Imagem de segurança