Terapia do Amor

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Sinopse

Rafi (Uma Thurman) acabou de se divorciar e confessa à sua terapeuta Lisa (Meryl Streep) que está arrasada. Algumas sessões depois, ela conta que conheceu um rapaz, mais novo do que ela, e que poder estar apaixonada. O problema é que ela não sabe que este moço é o filho de sua analista.


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Crítica Cineweb

24/04/2006

Em seus trabalhos mais recentes, a atriz Meryl Streep tem se especializado em interpretar figuras maternas fortes. Seja como a mãe-vinda-do-inferno em Sob o Domínio do Mal, ou nesta comédia romântica (com mais romance do que lances cômicos), na qual faz uma terapeuta e mãe judia. Sua paciente é a bela e infeliz Rafi (Uma Thurman), que chegando na casa dos quarenta anos acaba de se divorciar e acha que nunca mais encontrará um novo amor.

Porém, o acaso cuida de mudar o destino de Rafi, quando ela conhece David (Bryan Greenberg), um jovem de 23 anos, que sonha ser pintor e vive com os avós. A grande diferença de idade tende a atrapalhar o romance, como a moça confessa à sua terapeuta. Porém, ela nem desconfia que o maior empecilho é mãe de seu namorado que, por acaso, é a sua própria analista.

A analista percebe essa coincidência em poucas sessões e fica num dilema sobre o que fazer. Cheia de zelo e ética (bem diferente do terapeuta de Instinto Selvagem 2) ela acaba se aconselhando com uma colega, que sugere não terminar o tratamento, pois isso poderia ser negativo para a paciente e, provavelmente, o namoro não vai passaria mesmo de duas semanas.

Mas passa. E Rafi chega contando os mais sórdidos detalhes da suas noites com o novo namorado mais jovem. O constrangimento de Lisa rende alguns dos melhores momentos do filme. Na verdade, os poucos bons momentos de Terapia do Amor são aqueles em que há interatividade entre as duas atrizes.

Escrito e dirigido por Ben Younger (O Primeiro Milhão), o longa busca ser mais do que é na figura das atrizes. Uma Thurman (que entrou no elenco de última hora, substituindo Sandra Bullock) reúne charme, sensualidade e a fragilidade. Pena o roteiro entrar em caminhos extremamente previsíveis até querer inventar um tom mais realista em seu último ato.

O diretor tenta inserir o personagem de David na cultura do filho judeu tentando fugir da mãe dominadora. Mas Younger não é Woody Allen (como no episódio Édipo Arrasado, do longa Contos de Nova York), ou Phillip Roth, com seu cômico O Complexo de Portnoy. Aqui, o filho judeu não tem muitas razões para fugir de sua mãe, que nem tão dominadora é. E o fato de Greenberg não conseguir sair da sombra de nenhuma das duas atrizes só depõe contra seu personagem.

Terapia do Amor nunca tem o cuidado de realmente discutir aquilo a que se propõe. Garota da Vitrine, nesse ponto, é muito mais honesto e incisivo ao falar de um tema parecido. Nem a presença inspirada de Meryl e o trabalho radiante de Uma salvam esta comédia romântica do esquecimento rápido.

Alysson Oliveira


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