Estrela Solitária

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País


Sinopse

Howard (Sam Shepard) é um ator de faroestes que está cansado de sua vida vazia. Ele abandona um trabalho e vai em busca de reencontrar pessoas do passado. É sua mãe (Eva Marie Saint) quem conta que ele engravidou uma namorada e nunca soube disto. O astro, então, sai em busca deste filho perdido.


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Crítica Cineweb

17/04/2006

Vinte anos depois de Paris, Texas, o diretor Wenders e o escritor e ator Sam Shepard se reúnem novamente numa história sobre uma jornada pessoal de redescoberta. Mais uma vez, o cenário é o oeste dos Estados Unidos – uma região pela qual o cineasta alemão já confessou ser fascinado. Os dois longas até mesmo têm em comum a cena de abertura, em que um homem anda sozinho numa paisagem árida rumo ao desconhecido.

Num papel feito sob medida, Shepard é um famoso ator de filmes de cowboy que simplesmente cansou de tudo e abandona um filme no meio das filmagens, deixando todos boquiabertos, bem no meio do deserto. Ele foge a cavalo e depois resolve pegar um ônibus para visitar as mulheres de sua vida. Como não podia deixar de ser, a primeira é a mãe, vivida pela veterana Eva Marie Saint. Eles não se encontram há décadas e é ela quem lhe revela que ele engravidou uma moça há um bom tempo em Montana.

A busca desse filho se torna o centro do road movie. Reencontrá-lo significa, para o personagem principal, Howard, redescobrir o prazer pela vida, que foi praticamente destruída por drogas, álcool e mulheres. Agora, envelhecido, ele confessa à mãe que não sabe mais o que fazer consigo mesmo.

Nessa jornada, Howard reencontra Doreen (Jessica Lange), na cidade de Butte. Ela é a mãe de seu filho chamado Earl (Gabriel Mann), que tem uma banda de rock decadente. Porém, o reencontro dos dois não é nada amigável. Entra em cena uma outra filha perdida do personagem, Sky, vivida pela canadense Sarah Polley, em mais um momento de interpretação sublime no cinema.

Parecido com Flores Partidas, que também participou do Festival de Cannes, no ano passado, Estrela Solitária é menos irônico e cômico do que o filme de Jim Jarmusch. Aqui, Wenders é árido como a paisagem do deserto que ele retrata. A direção transita entre momentos de grande inspiração – como uma cena envolvendo um sofá colocado num lugar inusitado – e outros nem tanto.

Shepard segue a linha do filme, com um personagem pouco simpático e que não inspira muita confiança. Já Jessica, aqui, tem mais chances de desenvolver seu personagem - bem parecido com aquele que fizera em Flores Partidas.

Em Cannes/2005, Wenders disse que para ele, o oeste americano pertence a todas as pessoas do mundo que compartilham do universo mítico nele criado pelos faroestes de John Ford e outros cineastas. Aqui, no entanto, ele dá a sua visão desse mundo, no qual há espaço para todos os tipos, desde que eles busquem uma certa redenção.

Alysson Oliveira


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