Armações do Amor

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País


Sinopse

Aos 35 anos, Tripp não pensa em sair da casa dos pais. Mas eles armam o plano perfeito para ele querer conquistar sua independência. Contratam uma bela mulher para seduzir o filho.


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Crítica Cineweb

10/04/2006

Filmes em que um comitê do estúdio decide como deve ser o desenvolvimento da história, sua edição e até o seu desfecho são fatalmente prejudicados. Quem se lembra de Voando Alto, de Bruno Barreto, pode muito bem ter essa impressão, quando a Miramax reformulou completamente o filme - sem a participação do diretor - com o discurso que poderia aproximar mais o público e os personagens.

Deu no que deu. Faturou pouco mais de U$ 15 milhões, a metade do que foi gasto em sua produção, apesar do elenco de estrelas: Gwyneth Paltrow e Mike Myers.

E o que isso tem a ver com Armações do Amor? A resposta mais curta é a comparativa: tratam-se de dois filmes com potencial, mas foram massacrados por escolhas erradas, que vão desde os diálogos até a concepção dos personagens.

Veja o caso de Armações do Amor. O conceito inicial do filme não é ruim e, até certo ponto, tem sua originalidade: Tripp (Matthew McConaughey) é um homem de 35 anos que continua vivendo com seus pais. Com a idéia de que ele viveria melhor sozinho (tal como eles), decidem contratar os serviços de Paula (Sarah Jessica Parker), uma espécie de namorada de aluguel com teorias baratas de como é o estilo de vida do americano moderno.

A estratégia da tal expert é fazer com que homens com mais de 30, que ainda moram com suas mães, se apaixonem por ela e, com isso, dar a eles motivação para começar vida nova. Uma estratégia maluca, pouco explorada, será o segredo do relacionamento de Tripp e Paula. Nesse sentido, quando ela perceber que está completamente apaixonada pelo rapaz (e não ao contrário) será que ela terá a coragem de confessar tudo? Comédia romântica é isso mesmo.

A sinopse deixa claro que é mais um filme genérico, estruturado para atrair casais nas tardes de domingo ao cinema (mais para as mulheres invejarem o tal namorado e as roupas de Paula). No entanto, há formas mais interessantes de contar essa história, sem os enxertos do comitê do estúdio.

De qualquer forma, o filme tem alguns pontos fortes, como, por exemplo, a breve participação do comediante Patton Oswalt (como um típico nerd), que recebe um motivante discurso sobre Star Wars e sai inspirado para uma nova vida. Mesmo esse personagem seria mais aconselhável ao papel principal, em vez de Matthew McConaughey com seu Tripp, uma escolha mais do que errada. Não se entende muito bem até o fim do filme porque ele continuava vivendo com os pais (ao que parece é um trauma mal resolvido). E o filme afunda nesses lapsos

Rodrigo Zavala


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