O Prazer É Todo Meu

Ficha técnica

  • Nome: O Prazer É Todo Meu
  • Nome Original: Tout Le Plaisir est Pour Moi
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: França
  • Ano de produção: 2004
  • Gênero: Comédia romântica
  • Classificação: Livre
  • Direção:
  • Elenco:

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País


Sinopse

Louise (Marie Gillain) trabalha numa rádio e leva uma vida feliz, ao lado do namorado. Porém, ela pára de sentir prazer sexual quando está com ele e isso passa a atrapalhar todas as áreas de sua vida.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

11/05/2006

É um tanto quanto reducionista o conceito de prazer da comédia francesa O Prazer é Todo Meu, co-escrito e dirigido por Isabelle Broué, que estréia em longas. Supostamente feminista, o filme afirma que prazer é apenas o sexual, o resto não conta. Trabalho, família, amigos, vida social, tudo sai dos trilhos para a personagem central Louise (Marie Gillain), quando ela perde a capacidade de ter orgasmo.

Ou seja, as conquistas que as mulheres tiveram ao longo da segunda metade do século XX não são nada, se não forem felizes na cama? Isso faz lembrar alguns momentos do recente longa Mulheres do Brasil, de Malu de Martino, recentemente exibido no país e que merecia ser esquecido.

Qualquer psicanalista vai dizer a seu paciente que, claro, sexo e prazer têm uma parcela importante na vida. Mas se Louise fosse se consultar, ele provavelmente diria, de forma educada, claro, para ela parar de ser tão chata, e não azucrinar tanto a vida das pessoas ao seu redor. Ela trabalha numa rádio, para onde escreve e lê no ar crônicas sobre sua vida. Porém, quando sua existência passa a se resumir à busca do prazer, suas histórias ficam chatas, o que coloca o seu emprego em xeque.

A diretora e a co-roteirista Hélène Woillot cercam Louise de estereótipos ambulantes – o que só evidencia o fato de que a personagem também está bem longe da esfera humana. Assim eles habitam um mundo feito de algodão doce, onde uma jornada egoísta é a razão de ser de todos.

A personagem faz tanto drama, irrita tanto seus conhecidos e a platéia com o seu problema, que é impossível ter algum prazer vendo o filme. Alguém poderia muito bem ensiná-la a usar o Google que certamente tem mais a dizer sobre o assunto do que este filme.

Alysson Oliveira


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