A Máquina

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Sinopse

Na cidade de Nordestina, Antônio (Gustavo Falcão) é apaixonado por Karina (Mariana Ximenes). Quando a moça quer ir embora, ele promete trazer o mundo para ela. Recorrendo a um poder que esconde dos outros, Antônio vai tentar mudar o rumo do tempo.


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Crtica Cineweb

20/03/2006

A Máquina, numa curta definição, é uma história de amor, narrada em tom de fábula, num cenário com toque de realismo mágico. Por trás de tudo, um roteiro sólido, um elenco afinado (começando pelo veterano do teatro, Paulo Autran, que raramente se digna a estrelar um filme). Nada mau para um primeiro filme – do diretor pernambucano João Falcão.

Falcão pode ser novo como cineasta, mas esta história ele conhece de cor. Vem de uma peça, que ele mesmo adaptou e dirigiu, a partir do livro escrito por sua mulher, Adriana Falcão. A intimidade com o material poderia ter resultado numa simples cópia dos textos originais. A boa notícia é que houve uma recriação, com total aproveitamento dos recursos que o cinema pode render, especialmente ao ser escorado numa produção de Diler Trindade, o bem-sucedido produtor dos filmes de Xuxa e Renato Aragão, e a Globo Filmes.

Nordestina é a cidade onde se ambienta a história. É o típico lugarejo onde ninguém fica, todo mundo parte. Menos Antônio (Gustavo Falcão), rapaz sonhador, que só tem olhos para a menina da outra rua, Karina (Mariana Ximenes).

Karina, no entanto, tem seus olhos voltados para longe dali. Quer ser atriz de televisão. Por isso, ensaia diariamente com Antônio e esta é a chance do rapaz de ficar bem perto de sua musa – que não repara o quanto ele está apaixonado. Mas chega o dia em que ela anuncia seu plano de ir embora, ao encontro do mundo. Antônio a faz ficar, em troca da promessa de que irá trazer esse mundo para ela.

A maneira como ele cumpre esta promessa é engenhosa e não deve ser inteiramente revelada aqui. Basta saber que a história remete à cidade grande e ao imenso poderio representado pela televisão. Antônio jura que irá ao futuro e emissoras de TV de todo mundo deslocam-se para Nordestina para assistir ao grande feito.

Uma das melhores sacadas do filme é a maneira como lida com o tempo e não perde de vista o poder da magia e da imaginação, numa história que não foi feita para crianças. Todo o artificialismo dos cenários (o filme foi quase todo feito em estúdio) e o uso da música são colocados a serviço da narrativa. De muitas maneiras, é um filme surpreendente, no melhor sentido.

Há que se destacar o alto quilate da equipe técnica – Walter Carvalho na fotografia; Marcos Pedroso na direção de arte; Kika Lopes no figurino; a trilha sonora de Robertinho do Recife e Chico Buarque de Holanda (que compôs a canção inédita, “Porque Era Ela, Porque Era Eu”. E agradecer o presente de ter Wagner Moura e Lázaro Moura, atores revelados na peça, fazendo pontas saborosas.

Neusa Barbosa


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