Johnny e June

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Sinopse

Cinebiografia do cantor country norte-americano Johnny Cash (Joaquin Phoenix) que, depois de uma infância difícil, conheceu o sucesso. No auge da fama se apaixonou pela cantora June Carter (Reese Witherspoon), com quem teve uma conturbada relação. No entanto, foi ela que o ajudou a se livrar do vício por drogas e álcool.


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Crítica Cineweb

06/02/2006

O mito do country norte-americano Johnny Cash ganha vida numa interpretação inspiradíssima de Joaquin Phoenix – o que lhe valeu um Globo de Ouro e uma indicação ao Oscar. Johnny e June pode ser a cinebiografia do cantor, mas quem dá um show – literal e metaforicamente – é Reese Witherspoon no papel da parceira e grande amor de Cash, June Carter.

Filmes baseados na vida de músicos populares formam um gênero duradouro em Hollywood. Em 2004, Ray fez sucesso na bilheteria e rendeu a Jamie Foxx o Oscar de melhor ator. O mesmo pode acontecer a Phoenix e Reese. Os dois intérpretes são o corpo e a alma, respectivamente, de Johnny e June. Suas performances inspiradíssimas são o ponto alto do longa, tirando-o da vala comum de simples cinebiografia.

Escrito e dirigido por James Mangold (Identidade, Garota, Interrompida), e co-escrito por Gill Dennis, com roteiro baseado em duas autobiografias de Cash, Johnny e June segue a fórmula do gênero, mostrando infância, trauma, estrelato, divórcio e redenção – alternando momentos da vida do biografado com performances no palco.

Filho de uma família pobre, Johnny pensava em ser cantor gospel quando descobriu que não era bem esse tipo de música que queria cantar. Sua ascensão no cenário musical dos EUA fez com que cruzasse com a cantora June Carter, que começou ainda criança e se manteve no showbiz graças ao seu carisma, mais do que seus dotes vocais.

Embora casado, Johnny se apaixona pela garota, que está passando por uma fase difícil graças a um divórcio. Ela, porém, não está muito interessada em ser mais do que amiga dele. Essa paixão platônica se concretiza quando estão cantando juntos no palco. É como se os momentos de intimidade do casal só acontecessem na frente de milhares de pessoas durante uma apresentação. Na vida particular de cada um não havia espaço para o outro.

A canção que dá o título original ao filme, “Walk the Line” (algo com ‘ande na linha’), uma das mais famosas de Cash, teria surgido, segundo o filme, depois de um desentendimento entre Johnny e June. Ele jura que passaria a andar na linha (abandonar a bebedeira, as drogas, as mulheres) porque ela estaria com ele. Mas, como o filme mostra, levou um bom tempo para o cantor entrar mesmo na linha.

Se Phoenix mostra um talento praticamente desconhecido ao interpretar o cantor que ficou conhecido como ‘o homem de preto’, Reese confirma ser uma das melhores atrizes de sua geração. A partir do momento em que ela entra em cena o filme ganha um novo fôlego. Ela brilha e parece ter compreendido toda a dimensão de sua personagem, a garota sem talento que esbanja carisma e assim conquista as pessoas.

São os próprios atores que cantam durante as apresentações. Uma escolha arriscada, mas que surpreende. Ao invés de simplesmente imitar os cantores verdadeiros, os dois atores encontraram um meio-termo entre a recriação e a homenagem e se mostram bem afinados – até mesmo quando são obrigados a ter um sotaque típico do sul dos EUA. O ponto alto fica por conta do show histórico de Johnny Cash no presídio de Folson, em janeiro de 68.

Mesmo quem não é fã, ou sequer conhece Johnny Cash, tem bons motivos para ver Johnny e June. O grande porém, no entanto, é o excesso de música country, que poderá cansar os ouvidos mais sensíveis.

Alysson Oliveira


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