Impulsividade

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Sinopse

Justin (Lou Pucci) é um adolescente que não abandonou o hábito de chupar o dedão. Porém, isso está lhe causando sérios problemas, tanto que acaba sendo medicado com remédios fortes para largar essa compulsão. À medida que se vicia nas pílulas e larga o dedo, sua vida começa a mudar, pois percebe que seus pais são tão cheios de dúvidas quanto ele.


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Crítica Cineweb

10/01/2006

A atuação do jovem ator Lou Pucci, de 20 anos nesta comédia foi premiada nos Festivais de Sundance e Berlim. O que é até um exagero, dado que seu personagem e seu trabalho nada mais são do que os batidos ritos de passagem para a vida adulta, tão explorados pelo cinema norte-americano, aqui com uma roupagem indie.

O título original “Thumbsucker” (algo como ‘o chupador de dedos’) é uma referência ao vício do adolescente Justin Cobb (Pucci), que ainda não abandonou o hábito infantil de colocar o dedão na boca, para decepção de seu ortodontista Perry (Keanu Reeves).

Rapaz de classe média de uma cidade pequena, Justin tem as dúvidas típicas da idade. Mal consegue falar com as garotas, não sabe qual profissão seguir e acha que sempre está decepcionando os pais, interpretados por Tilda Swinton e Vincent D'Onofrio.

Mas isso está prestes a mudar. Quando Justin troca o dedo por remédios faixa preta, prescritos pelo médico, ele parece também trocar de personalidade. O rapaz se torna uma pessoa hiperativa, muito mais inteligente e articulada – a sensação das aulas de debate no colégio, para orgulho dos pais e do professor.

O roteiro foi adaptado pelo diretor Mills, que estréia em longas após trabalhar como artista gráfico e videomaker, a partir do romance do crítico literário Walter Kirn. Como na novela, o longa segue as aventuras do jovem Justin, que nada mais é do que um adolescente buscando seu lugar no mundo. Dessa forma, Impulsividade estabelece facilmente contato com um público jovem. Com os mais adultos, o filme se conecta ao falar da vida e da dura aprendizagem do crescimento.

O elenco todo, que está muito bem, faz essa fábula sobre o crescimento se tornar interessante. Embora apenas Pucci tenha ganhado prêmio, um dos melhores intérpretes no filme é Tilda Swinton (Constantine), no papel da mãe. O astro da trilogia Matrix, Reeves tem uma participação pequena, mas importante, ao mostrar para o personagem central que existe mais de uma possibilidade na vida.

A trilha sonora é assinada por Elliot Smith (1969-2003), que com suas músicas contribui para o diretor chegar a um meio-termo entre a melancolia e a empolgação causada pelos remédios e drogas que o personagem consome. Porém, o seu uso excessivo acaba diluindo parte de seu poder.

Impulsividade mostra que crescer é um processo individual e relativo, e que a idade não tem muita influência nisso tudo. E que, em alguns casos, os filhos podem ser bem mais maduros do que os pais.

Alysson Oliveira


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