Quem É Morto Sempre Aparece

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Locais de filmagem


Sinopse

Paul (Robin Williams) é um agente de viagens com problemas financeiros e uma esposa doente, que mora no Alasca. Quando encontra um corpo congelado, resolve fingir que este é o seu irmão que sumiu há muito tempo e reclamar seu seguro de vida. Mas o desaparecido resolve voltar e quer metade do dinheiro.


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Crítica Cineweb

14/12/2005

Quando um diretor de televisão investe em uma carreira cinematográfica, ele invariavelmente é recebido com certa desconfiança. Afinal, muitas vezes levam às telas todos os cacoetes das produções televisivas, mesclando linguagens de forma aleatória. Um desses casos é do estreante cineasta inglês Mark Mylod, que assina Quem é Morto Sempre Aparece.

Passado no Alasca, o filme conta a história de um agente de viagens azarado (Robin Willians), que se vê afundado em dívidas. Para piorar, sua mulher (Holly Hunter) sofre de Síndrome de Tourette e ele precisa de dinheiro para pagar um tratamento psiquiátrico, já que o governo não diagnostica a enfermidade, apesar dos claros sintomas.

Resta ao protagonista, Paul Barnell, pedir o pagamento do seguro de vida de seu irmão desaparecido há cinco anos. O problema é que apólice só pode ser paga em caso de morte ou quando o contratante estiver desaparecido há mais de sete anos. A única saída encontrada por Paul é simular a morte do irmão, usando o corpo de um desconhecido encontrado por acaso na lixeira ao lado de sua agência.

No entanto, a iniciativa do agente de viagens levanta as suspeitas de Ted (Giovanni Ribisi), o corretor linha-dura encarregado do pagamento, que só pensa em uma promoção. As coisas se complicam ainda mais quando os dois atrapalhados assassinos querem o cadáver de volta e irmão (Woody Harrelson) reaparece para cobrar um fatia do seguro.

Para contar a insólita história, o roteirista debutante Collin Friesen apostou no humor negro, tal como é feito pelos irmãos cineastas Peter e Bobby Farrelly ou em séries televisivas inglesas, como Absolutely Fabulous. E assim imprime originalidade às cenas, contando também com a boa performance do elenco. Em especial de Williams, que consegue domar a sua espalhafatosa presença na tela.

A alusão aos diretores americanos e à série inglesa não é por acaso. Serve para mostrar a tal mescla de linguagens da qual o diretor não conseguiu fugir. Para cinéfilos mais puristas, isto pode se tornar um problema. Um público menos exigente poderá assistir a um filme genérico, capaz de entretê-lo por um par de horas.

Rodrigo Zavala


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