Mensageiras da Luz - Parteiras da Amazônia

Ficha técnica

  • Nome: Mensageiras da Luz - Parteiras da Amazônia
  • Nome Original: Mensageiras da Luz - Parteiras da Amazônia
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2004
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 72 min
  • Classificação: 12 anos
  • Direção: Evaldo Mocarzel
  • Elenco:

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País


Sinopse

Num estado como o Amapá, extenso território de 144.000 km quadrados – bem maior do que alguns países da Europa, como Portugal, Bélgica e Holanda, vivem apenas 600.000 habitantes, não mais do que dois por km quadrado. Numa região coberta pela floresta amazônica, cortada por rios e córregos, e com um pequeno número de hospitais, aumenta a importância do trabalho das parteiras - responsáveis pelo admirável índice de 88% de partos normais do estado.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

07/12/2005

Um pouco do Brasil real filtra-se nas imagens deste documentário, que escolhe como protagonistas as parteiras do Amapá. Apenas 600.000 habitantes, não mais do que dois por km quadrado, vivem esparramados no extenso território de 144.000 km quadrados – bem maior do que alguns países da Europa, como Portugal, Bélgica e Holanda. Isto numa região coberta pela floresta amazônica e cortada por rios e córregos, dificultando os deslocamentos. Sem contar o pequeno número de hospitais, o que aumenta a importância do trabalho das parteiras.

Num país em que a escolarização é uma tarefa tantas vezes impedida pelas dificuldades econômicas, estas parteiras são um acabado exemplo de mulheres formadas por si mesmas, na vida e na prática do dia-a-dia. A maioria delas é analfabeta e conhece higiene no máximo pelo acesso a alguns cursos sobre este assunto, ministrados pelos serviços sanitários locais. O resto vem de sua sabedoria popular. E são elas as principais responsáveis pelo admirável índice de 88% de nascimentos por parto normal no estado, mantendo abaixo até da média recomendada pela OMS o índice de cesarianas, 12%.

Um dos aspectos mais interessantes destas profissionais é serem imbuídas de um certo sentido de missão. Afinal, não é por dinheiro que desempenham uma tarefa que requer longos deslocamentos, noites sem dormir e uma estadia média de sete dias com cada parturiente após o nascimento da criança. A maioria delas recebe em espécie – alimentos, uma galinha – ou pequenas somas em dinheiro (algo como R$ 10,00).

Entrando nos rincões da Amazônia, a câmera surpreende alguns exemplos inesperados da intensiva miscigenação do Brasil nas duas irmãs, mestiças indígenas de olhos claros que falam um dialeto em que se notam vestígios de francês.

O filme foi premiado nos festivais de Belém 2004 – onde venceu os troféus de melhor filme e diretor –, no Cine PE – 2004 (prêmio especial do júri) e na Jornada de Cinema da Bahia, além de exibido na Semana da Crítica do Festival de Locarno, na Suíça.

Neusa Barbosa


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