As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa

Ficha técnica


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Sinopse

Durante a Segunda Guerra, quatro pequenos irmãos são obrigados a se refugiar na casa de um velho professor. Dentro de um guarda-roupa velho, encontram a passagem para o mundo secreto de Nárnia. Porém, esta terra está dominada pela Bruxa Branca, que instaurou um inverno eterno. Mas alguns habitantes crêem que a chegada do Leão Aslam pode acabar com o reinado da feiticeira. A chegada das quatro crianças pode ser o anúncio de que o salvador está por vir.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

05/12/2005

É reducionista demais chamar Crônicas de Nárnia: O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa de O Senhor dos Anéis para crianças. Embora os filmes tenham muito em comum – são baseados em clássicos da literatura fantástica, foram rodados na Nova Zelândia e se passam num mundo imaginário –, a nova aventura se sustenta por si própria, como um filme de entretenimento de qualidade que tem como alvo principal o público infanto-juvenil, mas que consegue se comunicar com os adultos sem se tornar maçante.

Crônicas de Nárnia: O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa baseia-se no segundo livro da série (mas o primeiro a ser publicado), lançado em 1950 e escrito por C. S. Lewis, que foi amigo pessoal de Tolkien, o criador de O Senhor dos Anéis, que é muito mais famoso e festejado. É difícil imaginar que esta adaptação fosse bancada por algum estúdio não fosse pelo sucesso da saga de Frodo. Mas Peter Jackson e sua bem sucedida idéia megalômana conseguiram abrir portas para um filão que andava esquecido pelo cinema ou era visto como uma categoria menor. O sucesso editorial e cinematográfico da série Harry Potter certamente também foi levado em conta na hora de a Disney aceitar bancar o filme.

Aqui, a fantasia chega em grande escala, recriando o mundo de Nárnia com mais complexidade de detalhes do que o descrito pelo autor. Ainda assim, mostra-se muito mais acessível, numa linha de narrativa com começo, meio e fim, diferente dos filmes da trilogia O Senhor dos Anéis. Até porque o sinal verde para a adaptação dos outros seis livros da série de Lewis dependem do sucesso financeiro desta primeira empreitada.

O que o diretor e roteirista Andrew Adamson(Shrek) e os outro três roteiristas fizeram foi expandir algumas coisas que são mencionadas rapidamente no livro. E isso acontece logo na primeira cena, quando na publicação Lewis diz apenas que era a época da Segunda Guerra Mundial, Londres era bombardeada e por isso os quatro irmãos Pevensie foram mandados para a casa de um velho professor longe da cidade. O diretor explora isso em imagens e sons de uma Londres assustadoramente destruída no prólogo do filme. Ao longo da história, novamente fatos apenas sugeridos no livro são desenvolvidos cinematograficamente.

Quando esses órfãos, Pedro (William Moseley), Susana (Anna Popplewell), Edmundo (Skandar Keynes) e Lúcia (Georgie Henley), chegam à casa do Professor Kirkie (Jim Broadbent), são avisados pela governanta de que não devem fazer barulho, correr ou atrapalhar o idoso. Entediados, buscam diversão brincando de esconde-esconde, quando a caçula Susana é primeira a encontrar o guarda-roupa, num cômodo vazio. Ela entra para se esconder no móvel e vai parar num mundo mágico, Nárnia.

Mais tarde, depois de alguns incidentes, os quatro irmãos acabam nas dependências da terra mágica que, atualmente, é governada pela Bruxa Branca (Tilda Swinton), que espalhou um inverno glacial e domina todas as criaturas, petrificando seus opositores. Mas, conforme um simpático casal de castores diz aos irmãos, o leão Aslan (dublado por Liam Neeson na versão original, e Paulo Goulart, nas cópias dubladas) está a caminho. Com a ajuda desses quatro humanos, o leão poderá derrotar a feiticeira, restabelecer a paz e acabar com o inverno.

No fundo, Crônicas de Nárnia: O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa nada mais é do que a velha luta entre o bem e o mal, embora com uma nova metáfora, que foi muito criticada ao longo dos anos. Lewis, protestante praticante, pretendia com seu livro fazer um paralelo com o Cristianismo. Assim, Aslam é a união entre Deus e Jesus Cristo; a Bruxa é o Diabo; e as crianças representam a humanidade. Já Nárnia e os acontecimentos nesse mundo mágico são uma espécie de alegoria da Bíblia. Um fato curioso é que Tilda Swinton havia feito, não há muito tempo, uma espécie de anjo caído em Constantine, algo bem parecido com o seu personagem aqui.

No filme, isso, esse subtexto religioso é mais discreto, embora apareça em alguns momentos – como a Ressurreição de Cristo e o significado do Natal. Esses são fatores que estão no livro e não havia como fugir deles. Ver Crônicas de Nárnia: O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa como uma metáfora fundamentalista depende muito do conhecimento e das expectativas de cada um. Para encontrar todos os paralelos – ou mesmo ficar incomodado com eles – é preciso uma certa dose de boa vontade. É muito mais fácil encontrar um bom filme com efeitos especiais caprichados e personagens cativantes

Alysson Oliveira


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Comentários:
  • 21/01/2011 - 15h42 - Por caio eu achei emteresante porque foi uma historia de quatro irmaos que moravam em lodres que depois de um ataque aereo foram para a casa de dona marta durante a brincadeira de esconde esconde lucia acha acha um guarda roupa magico que leva a narnia em narnia lucia conhece um fauro tumnusque acompanha para tomar um cafezinho quan lucia volta para casa seus irmaos ainda tavam brincando de esconde esconde mais tarde de taco edmundo quebra a vidraça da casa de dona marta todos resolve se esconde no guarda roupa vivem muitas aveturas em narnia entra numa guerra contra a feticera vecem e ce torna rei de narnia e voltam pelo mermo lugar que vieram e cairam na sala vasia
  • 01/09/2013 - 18h28 - Por beatriz chato pra dana
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