Harry Potter e o Cálice de Fogo

Ficha técnica


Avaliação do leitor

PéssimoRuimRegularBomÓtimo 1 votos

Vote aqui


País


Sinopse

Harry Potter chega ao quarto ano na escola Hogwarts. Com a ajuda de seus amigos, irá participar do perigoso torneio Tribruxo, para o qual a escola receberá a visita de diversos estudantes de outros países. Mas algo mais assustador está para acontecer. O pequeno bruxo sente que Voldemort está cada vez mais próximo.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

21/11/2005

Neste quarto filme da série, o bruxinho mais famoso do mundo irá enfrentar a tarefa mais difícil que já teve –ao menos até agora. Ele terá que convidar uma menina de quem gosta para o baile. Perto disso, a primeira batalha contra o Lorde Voldemort, o bruxo mais perigoso que já existiu, não é tão complicada. Embora também não seja tão fácil quanto um jogo de quadribol.

O quarto filme baseado na série de livros escritos pela britânica J. K. Rowling, é dirigido por Mike Newell ( O Sorriso de Monalisa), tem qualidades e defeitos para agradar tanto aos fãs da publicação quanto àqueles que nunca leram um livro da série. No entanto, o filme é apenas para iniciados. Quem não viu os três primeiros longas encontrará dificuldade em entender o que está acontecendo. O roteiro, assinado por Steve Gloves, que também escreveu as outras adaptações, não perde tempo com explicações ou relembrando fatos– desde a primeira cena parte para a ação quase ininterrupta.

Essa estratégia pode assustar de início, mas, na verdade, é bem acertada. Afinal, depois de mais de 460 minutos de filmes, a última coisa em que o público está interessado é ser lembrado de que Harry Potter (Daniel Radcliffe) tem uma cicatriz na testa, conseqüência de um ataque que sofreu do temido Voldemort quando ainda era bebê e que resultou na morte de seus pais.

Há três grandes eventos polarizando Harry Potter e o Cálice de Fogo. O primeiro é a copa de quadribol que reúne times de todo o mundo. No entanto, a disputa é bem mais curta do que no livro. Na tela, está apenas o mais importante. O que vem depois é o torneio Tribruxo, que acontece na escola Hogwarts.

Reunindo estudantes de três escolas, a competição dará ao vencedor uma taça. Os competidores são escolhidos pelo cálice de fogo. E, embora não tenha idade para competir, Harry é indicado a participar e terá de enfrentar três tarefas difíceis e que colocam sua vida e dos outros competidores em risco.

O último grande acontecimento do filme é uma espécie de ritual de passagem para Harry Potter. Agora, a infância fica para trás de uma vez por todas. O personagem e seus amigos entram num limbo entre a vida de criança e o mundo dos adultos, conhecido por adolescência. Harry, Hermione (Emma Watson) e Ron (Rupert Grint) começam a ter experiências pertinentes à idade que têm. São amores escolares, flutuações de humor e hormônios e, principalmente, ficam a cada dia mais cheios de responsabilidades.

Assim como os personagens, os atores estão mais velhos. Nota-se muita diferença, tanto física quanto dramática, desde o primeiro filme, Harry Potter e a Pedra Filosofal (01) até este. Embora seja o intérprete central, Radcliffe ainda não chegou a um nível completo de domínio das emoções de seu personagem. Mesmo assim, consegue fazer com que a platéia torça por ele. Isso se deve mais à identificação do público com o herói (Harry) do que às habilidades do ator em si, que, no fundo, não compromete.

Já Grint e Emma chegaram a um nível em que dominam completamente Ron e Hermione, resultando em algumas das melhores interações do filme. São eles, na verdade, os responsáveis pelo alívio cômico e romântico da história. A relação entre os dois deixa uma grande dúvida sobre o que Rowling prepara para a dupla nos próximos livros.

Entre as caras novas do elenco está Miranda Richardson no papel de Rita Skeeter, uma repórter abelhuda que, pelos métodos de trabalho e matérias que escreve, poderia muito bem trabalhar em qualquer tablóide sensacionalista da Inglaterra. E para isso não precisaria usar nem mágicas.

A presença mais marcante em cena é de Ralph Fiennes como o temido Lorde Voldemort. Apesar de toda a computação gráfica – o personagem simplesmente não tem nariz, ou melhor, tem, mas é parecido com o de uma cobra – sente-se que é o ator quem dá vida ao personagem macabro. Algumas cenas dele, aliás, podem até assustar crianças pequenas.

Diferente do filme anterior, Harry Potter e o Prisioneiro de Azskaban (04), de Alfonso Cuaron, Newell, o primeiro britânico a dirigir a série, optou por um clima muito mais assustador do que sombrio. Aqui, o horror chega a se materializar, não está mais no plano da sugestão. E os dois diretores se mostraram muito mais aptos para trabalhar o material do que Chris Columbus, que dirigiu os dois primeiros filmes.

Harry Potter e o Cálice de Fogo acaba num tom bem mais pesado do que os outros filmes, deixando assim um gancho para aquilo que o professor Alvo Dumbledore (Michael Gambon) diz ao personagem, que “tempos sombrios estão por vir”, embora até então a vida do garoto-bruxo não tenha sido nenhum conto de fadas.

Alysson Oliveira


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança