Guardiões da noite

Ficha técnica

  • Nome: Guardiões da noite
  • Nome Original: Night Watch/Nochnoi Dozor
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Rússia
  • Ano de produção: 2004
  • Gênero: Terror, Ficção científica, Fantasia, Ação
  • Duração: 114 min
  • Classificação: 16 anos
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Sinopse

Existem outros seres entre os humanos: são criaturas dotadas de poderes sobrenaturais. Divididos entre as entidades da luz e das trevas, há séculos fizeram um acordo para acabar com a guerra entre elas. Desde então, as forças da luz governam o dia, e as suas oponentes, a noite. Agora, o céu e o inferno aguardam a chegada de uma criança, predestinada a determinar o vencedor da luta apocalíptica entre o bem e o mal.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

11/11/2005

O nascimento de uma criança iluminada, predestinada a ser o estopim do apocalipse, é uma temática cinematográfica usual sobre a eterna batalha entre o bem e o mal. Ela pode ser a filha do demônio (A Profecia), um novo Jesus (A Filha da Luz), ou podem ser duas (A Sétima Profecia), quando o céu e o inferno mandam seus representantes.

Invariavelmente irregulares e pouco originais, essas produções apenas despertam o interesse de fãs do gênero, que se entretêm com lutas astrais entre anjos e demônios. Guardiões da Noite não escapa dessa tendência. Embora tenha sido cogitada uma comparação com O Senhor dos Anéis pela crítica internacional, a produção não passa de um apanhado de seqüências sem criatividade, em que o espectador tem a impressão de ter visto determinadas cenas em outros filmes mais bem produzidos.

Do ponto de vista narrativo, a história, sem dúvida, é muito fraca. Os personagens são mal trabalhados e os desfechos, mal resolvidos. Uma falha, ao que parece, da literatura digestiva do escritor russo Sergei Lukyanenko, autor do livro homônimo adaptado paras as telas. E, na regra, livro simplório, filme idem.

Como é de se esperar em produções do gênero, Guardiões da Noite está centrado em uma profecia. Ela diz que um dia chegará um enviado que poderá acabar com a batalha apocalíptica entre o céu e o inferno. Todo o problema é que o tal escolhido tem livre-arbítrio e pode escolher o lado que quiser. Assim, os exércitos do bem (os guardiões da noite do título) e do mal (os guerreiros das trevas) devem encontrá-lo e convencê-lo sobre o melhor lado.

Na fantasia de Lukyanenko, todos os personagens têm poderes sobrenaturais e os utilizam para infernizar a vida dos humanos. Em uma obviedade que beira o ridículo, os guerreiros das trevas são bruxos e vampiros que tentam arrebatar almas para o inferno. Enquanto isso, os guardiões tentam impedi-los se transformando em tigres e ursos. Outros prevêem o futuro e têm poderes de cura.

Apesar de a história se concentrar no predestinado, outras profecias começam a acontecer – todas apocalípticas, claro. Esse é o caso de uma virgem amaldiçoada que detonará uma série de intempéries avassaladoras. Serve apenas para confundir mais o enredo.

No entanto, não há como negar que existem inúmeros acertos, principalmente técnicos, e certos detalhes que aquecem o desfecho. Bons efeitos especiais e uma interessante nuvem de corvos nos lugares amaldiçoados mostram certa destreza do diretor, o russo Timur Bekmambetov.

Como se trata de uma trilogia, o sucesso comercial desta produção será decisivo para o lançamento das seqüências no Brasil. Espera-se porém, uma exponencial melhora na adaptação do roteiro, nem que para isso seja necessário mudar um pouco a adaptação do livro.

Rodrigo Zavala


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