Tudo Acontece em Elizabethtown

Ficha técnica

  • Nome: Tudo Acontece em Elizabethtown
  • Nome Original: Elizabethtown
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2005
  • Gênero: Comédia romântica
  • Duração: 123 min
  • Classificação: Livre
  • Direção:
  • Elenco:

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País


Sinopse

Depois de fracassar como designer de tênis, Drew recebe a notícia de que seu pai morreu. O rapaz deve ir à cidade natal dele para trazer o corpo. No avião acaba conhecendo uma jovem comissária por quem fica encantado. Enquanto cuida da cerimônia começa a redescobrir o amor com ela.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

01/11/2005

Numa das primeiras cenas em Tudo Acontece em Elizabethtown, Drew Baylor (Orlando Bloom), um designer de tênis, diz que existe uma diferença entre ‘fracasso’ e ‘fiasco’. O primeiro, diz ele, qualquer um consegue, não é preciso muito esforço. Já para o segundo, é preciso um certo esforço para as coisas darem realmente errado. Seguindo essa lógica, o diretor e roteirista Cameron Crowe pode ficar sossegado, o seu filme é apenas um fracasso. Não atingiu as proporções astronômicas para ser considerado um fiasco.

O maior problema do diretor e, por conseqüência, de seu filme, é não saber quando parar. Crowe parece não saber ao certo quando e como acabar uma cena, por isso ele coloca uma música pop nostálgica e melancólica, deixa a seqüência e a canção rolar por alguns segundos e aí corta. Essa estratégia fica mais perigosa à medida em que o filme avança, porque aí ele realmente não sabe como acabar a história e por isso faz uma colagem de diversas músicas, por uns dez minutos seguindo uma road trip do protagonista.

Como a maioria dos filmes de Crowe – exceto por Vanilla Sky -- é possível notar que foi feito com extrema paixão por parte dele, e muito envolvimento do elenco e equipe técnica. No entanto, isso não salva o roteiro de cair no limbo das idéias mal desenvolvidas. Não ajuda muito o fato de todo o elenco parecer deslocado em personagens sem muita coerência. É uma pena ver Susan Sarandon se esforçando para dar credibilidade a algun cenas patéticos.

A trama central lembra o sucesso independente Hora de Voltar, que em seu favor tinha um roteiro muito bem escrito e um diretor jovem com vigor e idéias novas. Em Elizabethtown Drew é mandado embora da fábrica de tênis onde trabalha, e está planejando um suicídio quando a irmã liga avisando que o pai morreu e ele deve ir buscar o corpo.

Durante a viagem ele conhece uma comissária de bordo (Kirsten Dunst) com quem acaba se envolvendo. Toda a situação do funeral, da perda e a presença da moça vai ajuda-lo a aprender a ver a vida de outra forma, a encarar os problemas de outra maneira. Tudo isso não é lá uma idéia nova, mas dado o tratamento certo poderia ter rendido um filme bem melhor.

Alysson Oliveira


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