Fome de Viver

Fome de Viver

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Miriam é uma vampira que, ao longo dos séculos, viu seus companheiros perderem a luta contra o tempo. A dra. Sarah está fazendo uma pesquisa sobre relógio biológico e poderá encontrar algo que ajude a vampira. Quando elas se conhecem, Miriam sente-se atraída pela médica.


Extras

-Menu interativo

-Seleção de cenas

-Comentários de Tony Scott e Susan Sarandon

-Trailer de cinema

-Galeria de imagens


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

06/09/2005

Mais de 30 anos depois de seu lançamento em 1983, Fome de Viver, de Tony Scott, reestréia em cópia restaurada. Uma revisão do longa mostra que mesmo se o filme já não tem mais um frescor, não envelheceu. Prova-se, na verdade, que o romance vampiresco regado a sangue é praticamente o retrato de uma época – ao menos cinematograficamente falando.

Fome de Viver foi o primeiro longa de Scott (irmão de Ridley Scott) e o que hoje podem ser apontados como seus vícios de edição e fotografia eram, na época, novidade para ele, por isso não eram tão irritantes e cansativos como na filmografia posterior do realizador. A estética estilosa, a luz de comercial de televisão e cortes rápidos refletem as origens do diretor, que vinha do documentário e da publicidade. Nada disso diminui a diversão do filmes, mesmo mais de 30 anos depois – pelo contrário.

Na época em que o filme foi rodado e até hoje, a cena mais comentada é um momento de lesbian chic em que a personagem de Catherine Deneuve, a vampira Miriam, seduz a ainda mortal doutora Sarah Roberts, interpretada por Susan Sarandon. Como acontece na maioria das vezes, muitas pessoas acabam julgado o filme por esse tipo de cena e só se lembram disso. O que não é pouco, dada a alta voltagem da cena. Mas Fome de Viver vai muito além desse momento, é claro.

Este não é o típico filme de vampiros, na verdade. Miriam é uma vampira egípcia que em algum momento de sua existência seduziu e transformou em um semelhante o nobre inglês John (David Bowie). Agora, séculos depois ele está frágil e, em algumas horas, envelhece o que não envelheceu em anos. O tempo corre contra ele. Para a vampira, este é apenas mais um dos seus seduzidos, a quem é obrigada a tirar de circulação em algum momento. Nem por isso ela se livra de seus ex-amados. Todos estão muito bem acomodados no sótão de sua mansão em Nova York.

A doutora Sarah é uma proeminente pesquisadora que estuda os efeitos do relógio biológico – quando esse termo ainda nem era moda –, e desperta o interesse, primeiro intelectual e depois físico, de Miriam.

Scott e os roteirista sabiam o que tinham em mãos quando adaptaram o romance homônimo de Whitley Strieber. O resultado não poderia ser melhor: uma transposição fiel e ao mesmo tempo deixando de fora momentos do livro, dessa forma concentrando mais no relacionamento entre os personagens no presente, do que na história de Miriam através dos séculos ou na transformação de Sarah.

Revisto, Fome de Viver não é nem John, nem Miriam. O filme não envelheceu muito, mas também não permanece imaculadamente novo como a bela vampira. Prova-se que é uma diversão sensual e sofisticada com seus cenários grandiosos e sua trilha, que mistura rock e música clássica, num filme que nunca se leva muito a sério.

Alysson Oliveira


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