A Batalha de Argel

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País


Sinopse

Nos anos 50, uma organização nacionalista não mede esforços para libertar a Argélia do domínio francês. Os atos de terrorismo se tornam comuns por parte dos rebeldes; assim como a tortura usada pelos militares colonizadores para conseguir informações e acabar com os grupos locais.


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Crítica Cineweb

31/08/2005

Nesses tempos de guerras, atentados e explosões, nada mais acertado do que relançar o clássico político A Batalha de Argel. Dirigido pelo italiano Gillo Pontecorvo, o longa se tornou ao longo desses 40 anos uma espécie de manual para entender como funciona o terrorismo. Não por acaso, o próprio Pentágono assistiu ao filme várias vezes para compreender a organização do al-Qaeda.

O longa foi banido da França e de vários países (inclusive do Brasil) por muitos anos, por seu conteúdo político. Ainda assim, o cineasta é, muitas vezes, acusado de pintar o retrato forçado e sentimental da história, transformando-a em espetáculo. Mesmo com algumas concessões, A Batalha de Argel é de um realismo tão atroz que quase chega a ser confundido com um documentário. O maior mérito de A Batalha de Argel, realizado dois anos depois de a Argélia ter conseguido a independência, é não tomar o partido de nenhum dos lados do conflito.

Nos anos 50, a Frente Nacional Libertadora (FNL), em Argel, foi uma das primeiras instituições a dar um pontapé inicial para a independência da Argélia da França. O roteiro do filme tem como figura central Ali La Pointe (Brahim Haggiag), um ex-menor infrator que cresceu e subiu a uma das posições mais importantes da FNL. Ao mesmo tempo, o filme vai detalhando todo o funcionamento das organizações terroristas, desde a sua estrutura de células até a produção de bombas caseiras e como infiltrá-las na casa do inimigo.

A França manda para a colônia um de seu mais brilhantes e duros militares, para remediar a situação e acabar com o terror – o que acaba resultando em tortura de vários presos. Nesse ponto, Pontecorvo praticamente não faz distinção entre o terrorismo e a tortura: ambos existem para se alcançar resultados. Os colonizados usam o terror para chamar a atenção e conquistar sua liberdade; os militares usam a tortura para conseguir informações.

O filme ganhou o Leão de Ouro e o prêmio Fipresci (da Federação Internacional dos Críticos), no Festival de Veneza em 1966. Além disso, em sua lista de premiações, também constam três indicações ao Oscar, nas categorias diretor, roteiro e filme estrangeiro. Certamente, não é nenhum desses prêmios que dá ao filme sua importância. Sua força reside na sua temática central atemporal, do homem buscando a sua liberdade, mesmo que para isso tenha que tomar medidas drásticas.

Alysson Oliveira


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