Horror em Amityville

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Sinopse

Pouco tempo depois de uma grande tragédia, a família Lutz se muda para uma casa que pode ser assombrada. Durante 28 dias, terão de enfrentar espíritos malignos que não os deixarão em paz.


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Crítica Cineweb

16/08/2005

Um dos filmes de cabeceira para aqueles que se consideram fãs dos modernos filmes de terror, sem qualquer dúvida, é The Amityville Horror, de 1979. Considerada por muitos como um clássico do gênero, a produção trouxe em tons bastantes realistas o cotidiano de uma família atormentada por espíritos malignos.

O sucesso de bilheteria, pífio se comparado aos atuais grandes blockbusters, motivou os produtores a filmarem uma continuação em 1982, Amityville 2: The Possession. Mais do que uma seqüência, a segunda parte da história abraçou com desmedido entusiasmo o gênero de terror, assombrando o espectador com vísceras e os horrores religiosos. Tudo muito ao estilo do cinema italiano.

Assim, quando foi anunciada a refilmagem de Horror em Amtyville, havia certa dúvida sobre que caminho poderia seguir. Afinal, as produções anteriores haviam acertado com indiscutível competência em estilo, complementando-se das mais variadas formas. Linguagem, fotografia, drama. A estética e o conteúdo funcionando em equilíbrio para deleitar adolescentes da época.

No entanto, desde o princípio deste filme se percebe as mudanças grosseiras no roteiro, desvirtuando a trama para mais uma barata repetição de sustos, tão caras aos americanos. A história começa com o violento assassinato da família DeFeo, pelas mãos do primogênito Ronald, que mata a tiros irmãos e pais. O jovem é atormentado por vozes e acaba preso em um hospital psiquiátrico.

Pouco mais de um ano depois da tragédia, a família Lutz se muda para a mesma casa, apesar das histórias. Com o lema, “as casas não matam ninguém, quem mata são as pessoas”, começam a enfrentar um calvário de 28 dias – tempo para que os espíritos malignos se manifestem e comecem a enlouquecer os habitantes da casa. O jovem DeFeo assassinou toda a família depois de 28 dias.

Todo esse imbróglio é em parte real. Baseado em casos ocorridos há três décadas, existiu realmente a tal casa e a tal família DeFeo, assassinada em circunstâncias misteriosas por um dos filhos. Relatos sobre supostas assombrações também foram ouvidos mais tarde pela população local. Mas, neste caso, acredita quem quer.

O que importa aqui é a mão do suposto diretor Andrew Douglas para contar a assombrosa história. Horror em Amityville emprega ao pé da letra todos os mais baixos truques: edição frenética, estrondosos acentos musicais – histéricos, diga-se , sustos baratos e todos os adereços visuais que se vêem nas mais pífias produções de terror.

Aqueles que possuem The Amityville Horror em sua videoteca poderão ver, com tristeza, uma das mais interessantes histórias de horror transformada em suspense genérico. Pior do que copiar é copiar errado, não conseguir costurar a trama e ainda se utilizar dos mais baixos subterfúgios para afligir o espectador.

Rodrigo Zavala


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