A Sogra

Ficha técnica


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Sinopse

Viola Fields (Jane Fonda) é uma apresentadora de TV no auge da carreira. Mas a emissora em que trabalha decide substituí-la por uma jovem bobinha, mas muito mais nova (Jenny Wade). Viola é internada com esgotamento nervoso. Quando sai do hospital, tem um novo choque: seu único filho (Michael Vartan) decidiu casar-se com uma moça latina e simples demais para o seu gosto (Jennifer Lopez). A futura sogra decide fazer de tudo para impedir este casamento - principalmente infernizar a candidata a nora.


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Crítica Cineweb

10/08/2005

Jane Fonda ficou 15 anos fora das telas – desde o drama Stanley & Iris, ao lado de Robert De Niro (1990). Escolheu voltar numa comédia em que encarna uma caricatura do que ela sempre foi: uma profissional de sucesso, bonita, culta, inteligente e politizada.

Tudo bem, aos quase 68 anos Jane Fonda não quer mais saber de militância política, deixou de lado os tempos em que era chamada pelos direitistas de “Hanói Jane” – ironizando sua defesa dos direitos dos vietnamitas e sua posição contra a guerra. Abandonou, também, seu engajamento quase militar pela ginástica – embora sua figura esguia seja a prova viva de que ela foi a melhor seguidora de seus próprios métodos, com resultados compensadores.

Mesmo assim, o talento de Jane merecia mais do que esta comediazinha sem ambição. Afinal, depois de todo esse tempo fora das telas, os fãs da estrela de Julia, Amargo Regresso, Síndrome da China, Num Lago Dourado, A Noite dos Desesperados esperam sempre vê-la no melhor roteiro possível.

Tudo bem, em comédia pode-se tudo – não deve haver nada sagrado para fazer piada, nem mesmo um mito como Jane. Ela encarna Viola Fields, uma apresentadora de TV dominadora e ambiciosa, que sofre um choque quando a emissora onde trabalha resolve trocá-la por uma loirinha burra muitas décadas mais nova (Jenny Wade). A super-executiva tem um esgotamento nervoso e vai parar no hospital. De volta a casa, proibida de beber e entupindo-se de calmantes, tem outro choque: seu único filho, o cirurgião Kevin (Michael Vartan) vai casar-se com uma mocinha simples, hispânica e subempregada, Charlotte (Jennifer Lopez).

O que é mais interessante neste roteiro – que é de uma principiante, Anya Kochoff -, ou seja, o duelo entre a supermãe branca, protestante e rica contra a hispânica modesta, trabalhadora e doce, é excessivamente diluído. Há bons momentos em que a sogrona avança nas bases da futura nora e ela quase não sobrevive – como quando resolve colocar em sua comida um alimento a que Charlotte é alérgica. O diretor Robert Luketic (de Legalmente Loira) parece que decidiu apostar mais na histeria e no quase pastelão do que investir em situações com mais imaginação. Perdeu uma boa chance de fazer uma comédia realmente esperta, como a que Jane fez em Como Eliminar seu Chefe, ao lado de Lily Tomlin e Dolly Parton.

Por ironia, alguns dos melhores momentos pertencem a uma coadjuvante, Wanda Sykes, que rouba a cena com suas tiradas cínicas como Ruby, a pacientíssima assistente de Viola.

Neusa Barbosa


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