Herbie: Meu Fusca Turbinado

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Sinopse

Maggie Peyton é a caçula de uma família de corredores de carros que já tiveram dias melhores. Porém, ao terminar a faculdade e antes de se mudar para Nova York, compra o fusca Herbie num ferro-velho. O carro vai mudar a sua vida e o destino de sua família.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

13/07/2005

Diversão família, sem graça, neurônio e com um pouquinho de charme e carisma é o que está na tela nessa nova versão das aventuras do fusquinha Herbie, que chega com o subtítulo Meu Fusca Turbinado. Desde Crash – Estranhos Prazeres (96), de David Cronenberg, que um filme envolvendo carros e obsessão sexual não causava tanta polêmica. Diz a lenda que os seios da atriz Linday Lohan tiveram que ser digitalmente reduzidos – o que, na verdade, não parece proceder -, porque ela estava sensual demais no seu uniforme de corredora. Ou seja, turbinado mesmo só o fusca, que surgiu em 1968 com Se Meu Fusca Falasse.

Lindsay é Maggie Peyton, a caçula de uma dinastia de corredores de automobilismo que já conheceram dias melhores. Seu irmão Ray (Breckin Meyer) não consegue um bom tempo para participar de uma competição porque vive batendo o carro. Por isso, os patrocinadores estão prestes a abandoná-los. Maggie gosta de correr de vez em quando, mas só para se distrair. Afinal, como diz a seu pai, não pretende entrar na competição. Ela acabou de se formar na faculdade e irá para Nova York.

Mas eis que chega o fusquinha de vontade e personalidade próprias na vida dos Peytons. Maggie compra-o, meio a contragosto, em um ferro-velho. O carro se revela mais possante do que parece, quando ela chama um amigo mecânico para dar uma turbinada no carango. No fim, o resultado parece ter saído melhor do que a encomenda. Após uma série de confusões, Maggie, disfarçada de Max, é obrigada a competir numa corrida de ruas com Trip (Matt Dillon), o mais premiado e esnobe corredor da atualidade.

Não é necessário ter nascido na época em que o fusca era o carro da vez para saber onde tudo vai dar. Herbie e o misterioso corredor ganham de Trip, que fica bravo e desafia para uma revanche. E assim vai o filme, entre uma corrida e outra, entre uma e outra gracinha feita pelo fusca.

É curioso que todos estão tão preocupados, inclusive Maggie, em provar que Herbie pode ser muito rápido. Rápido ou não, isso é o de menos - o carro consegue mostrar sentimentos, piscar, sorrir e até mostrar um certo despertar sexual quando vê um outro carro-fêmea. Os Peyton deveriam mesmo deixar de lado essa fixação em corridas e colocar o fusquinha exposto numa feira, iriam faturar muito mais alto.

Lindsay já teve dias melhores ao lado de Meninas Malvadas ao invés de fuscas apaixonados. Perde-se a chance de exaltar a liberdade e independência femininas. Afinal, a personagem dela não controla nada. É o carro que está no poder. E as menininhas vão aprendendo a lição desde pequenas: pode parecer que você está controlando, afinal está atrás do volante, mas, no fundo, é mera ilusão e outra pessoa é quem está guiando de verdade.

Alysson Oliveira


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Comentários:
  • 18/03/2012 - 12h15 - Por Nicole Onde algum dos Herbies originais estão expostos?????
    Obrigado...
  • 27/07/2012 - 14h41 - Por GUILHERME MUITO BOM AMO ESSE FILME
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