Querido Frankie

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Sinopse

Lizzie (Emily Mortimer) há anos conta a mesma mentira para o filho Frankie. Para explicar a ausência do pai violento, ela diz que ele trabalha em um navio e roda o mundo. No entanto, a embarcação está para aportar na cidade e o garoto quer a todo custo conhecer seu pai. A única saída que Lizzie encontra é contratar um charmoso tripulante do navio, vivido por Gerard Butler, para ser um 'falso' pai. Mas a mentira sai do controle dela.


Extras

Comentário em Áudio

A História de "Querido Frankie"

Oito cenas inéditas com comentários adicionais

Entrevista com a diretora


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

05/07/2005

As mães são conhecidas por fazerem os maiores sacrifícios em nome do amor pelos filhos. No cinema, algumas chegam até a lutar contra forças extra-terrestres (como Julianne Moore, em Os Esquecidos), ou até mesmo espíritos do mal (vide Naomi Watts na série O Chamado). Perto disso tudo, contar uma mentirinha para proteger a criança de um pai violento não é quase nada. Ao menos é isso o que pensa Lizzie (Emily Mortimer, de Dicionário de Cama) ao dizer para seu filho de 9 anos, Frankie (Jack McElhone), que o pai que ele não conhece é um marinheiro que roda o mundo.

De tempos em tempos, Lizzie manda uma carta para o garoto, supostamente assinada pelo pai, falando de um lugar onde ele está com seu navio. No entanto, o tal navio se aproxima da cidade onde moram e um colega de classe aposta com Frankie que o pai do garoto não vai aparecer no jogo de futebol para que possa ser apresentado a todos. Mas Frankie não duvida nem por um segundo que ele virá.

Cabe então a Lizzie aumentar ainda mais a sua mentira, contratando um dos tripulantes do navio para fazer as vezes de figura paterna de Frankie. O estranho é vivido por Gerard Butler, o Fantasma, de O Fantasma da Ópera, que aqui, sem ter que cantar e equilibrar a máscara ao mesmo tempo, mostra muito mais talento como ator.

Se até então, o roteiro de Andrea Gibb flertou com o óbvio, a segunda metade do filme dá as mãos à previsibilidade e os dois vivem felizes para sempre. A diretora Shona Auerbach até se esforça, mas não há direção sutil que resista às armadilhas desse roteiro.

O mesmo problema acontece com os atores. O trio central se esforça – e até consegue bons momentos, alguns genuinamente emocionais, mas muito poucos, que ficam cada vez mais rarefeitos à medida em que o filme caminha para a sua conclusão. Gibb poderia ter optado por explorar o viés ético da mentira da mãe. Mas o roteiro passa longe disso, muitas vezes caindo num sentimentalismo enfadonho. Esse tipo de concessão enfraquece ainda mais aquilo que Querido Frankie teria de verdadeiramente humano e honesto.

Alysson Oliveira


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