Batman Begins

Ficha técnica


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País


Sinopse

O pequeno milionário Bruce Wayne ficou traumatizado ao assistir ao assassinato dos pais por um bandido. Ele cresce um jovem atormentado, já que sente culpa pela morte dos pais - afinal, o ataque aconteceu depois que ele pediu para sair do teatro onde todos assistiam a uma ópera. Já adulto (interpretado por Christian Bale), ele encontra na figura de Ducard (Liam Neeson) um mentor que vai lhe ensinar controle físico e mental para lutar contra o mal. Quando retorna a Gotham, encontra a sua cidade dominada pelo crime e a corrupção. Para acabar com o mal pela raiz, surge o misterioso Homem-Morcego.


Extras

Batman - Início da Jornada

Moldando Mente e Corpo

Gotham Levanta-se

Capa e Capuz

Batman - O Tumbler

O Caminho da descoberta

Protegendo Gotham City

A Gênese do Morcego

Arquivos Confidenciais: Equipamentos, Inimigos, Aliados e Mentores

Galeria de Arte


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

14/06/2005

É quase irresistível a atração que exerce a trajetória ascendente de um herói, ainda mais um carismático e conhecido como Batman. Por outro lado, não é tão simples criar um passado e uma biografia coerentes para um personagem criado em 1939 e que já habitou tantas graphic novels, histórias em quadrinhos, desenhos animados, filmes e até uma série bem cômica na TV (em 1966). Desse desafio, saiu-se bem o diretor inglês Christopher Nolan, que pode creditar em sua conta vários acertos.

O primeiro deles é a escolha do ator galês Christian Bale. Tendo demonstrado generosamente sua versatilidade numa carreira iniciada ainda na infância, decolando para a fama em O Império do Sol, de Steven Spielberg, e passando por desafios como o insano yuppie de Psicopata Americano e o protagonista magérrimo e atormentado de O Operário, Bale encontra a chave certa. Reabilita o carisma do personagem em cuja pele já entraram, com graus diferentes de sucesso, Michael Keaton, Val Kilmer e George Clooney. Bale é totalmente convincente para viver o herói em formação, que passa da felicidade de uma infância protegida, rica e feliz para o trauma da culpa pelo assassinato dos pais, depois de um inocente pedido do menino Bruce Wayne.

A culpa, por sua vez, é o motor da juventude transviada e da rebeldia fora de foco, movida pelo desejo de vingança e a inconsciência dos próprios limites. Período a que se segue a derrocada, a prisão e a descoberta da possibilidade de redenção pelo treinamento com um mentor misterioso (Liam Neeson) que, no seu devido tempo, dirá a que veio.

Sem esse acerto no protagonista, de nada adiantaria a competência do roteiro, assinado por Nolan e David S. Goyer (que já adaptou Blade, O Corvo, A Cidade dos Anjos e Cidade das Sombras, todas inspiradas em quadrinhos). Christian Bale, aliás, encontra bons apoios no restante do elenco: a namoradinha inteligente e valentona, promotora Rachel Dawes (Katie Holmes); os fiéis escudeiros Alfred (Michael Caine), o mordomo que cuida de tudo, e Lucius Fox (Morgan Freeman), o inventor capaz de colocar em funcionamento uma série de invenções de ponta de fazer inveja a qualquer James Bond, começando pelo indispensável Batmóvel. Não se pode esquecer também do último policial honesto de Gotham City, James Gordon, interpretado por ninguém menos do que Gary Oldman. O histórico vilão de tantos filmes aqui afina o tom e faz uma boa dupla com Batman.

A fórmula não funcionaria sem a presença de vilões qualificados: Ra´s al Ghul (Ken Watanabe), Carmine Falcone (Tom Wilkinson), Jonathan Crane (Cillian Murphy) e Richard Earle (Rutger Hauer, ressurgindo com força). Eles são bem mais unilaterais do que o protagonista, mas isso faz parte do jogo. Num mundo real cujas semelhanças com Gotham City parecem aumentar cada vez mais, é bom que se tenha ao menos esse conforto de poder confiar nas regras da ficção, em que o bem é sempre melhor e mais forte do que o mal.

No quesito adrenalina, o filme igualmente não deve decepcionar. São eletrizantes as seqüências de formação do herói na cadeia; seu duro treinamento em lutas diversas, no cenário emblemático da Islândia; seus pegas aéreos com os vilões, um deles numa linha aérea de metrô, bem como a explicação sobre a simbologia do morcego, que tem a ver com uma fobia, habilmente revertida pelo herói.

Neusa Barbosa


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