Aniversário de Casamento

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Crítica Cineweb

03/02/2003

Jennifer Jason Leigh e Alan Cummings, os diretores e protagonistas de Aniversário de Casamento, seguem em seu primeiro filme os passos dos criativos fundadores do movimento Dogma 95. Com o foco centrado exclusivamente na atuação dos atores - tão à vontade que parecem em muitos momentos estar improvisando -, e sem deixar que detalhes externos ou efeitos especiais desviem a atenção da história que está sendo contada, os diretores estreantes também se utilizam de câmeras digitais, como seus colegas dinamarqueses.

Apesar de rodado quase que totalmente no interior de uma casa, isso não limitou a ação da câmera e dos atores. Diálogos rápidos e uma fluência verborrágica permanente também não tornaram o filme excessivamente literário ou monótono. Ao contrário, aos poucos, os personagens reunidos para celebrar o aniversário de casamento do casal anfitrião se desnudam e falam de suas frustrações, preconceitos, e ganham ainda mais eloqüência quando as drogas começam a ser servidas e a fazer efeito.

Jennifer é Sally Therrian, uma atriz na faixa dos trinta e poucos anos - aliás, como todos na festa, o que parece se constituir no retrato de uma geração, aqui de uma geração de atores -, que retomou o casamento com o escritor britânico Joe Therrian (Cummings) que, no passado, se envolveu também com homens.

O principal assunto da festa é o novo livro de Joe, inspirado nas crises conjugais com Sally, que será adaptado para o cinema e dirigido pelo autor. A própria Sally espera ser escalada para o papel, mas Joe prefere a jovem e longilínea Skye Davidson (Gwyneth Paltrow), que chega aparentemente de forma inesperada à festa e tenta se integrar ao grupo. Ela faz o tipo jovem-atriz-tímida-disposta-a-ser-reconhecida-pelo-talento.

A carreira de Sally também apresenta problemas. Ela é protagonista de uma comédia, dirigida por um diretor amigo do casal, Mac Forsyth (John C. Reilly), mas o filme não deslancha, por culpa dela. A amizade impede que o diretor seja franco e diga a Sally que seu trabalho é uma porcaria.

Os vizinhos do casal aniversariante, um escritor e sua mulher decoradora, são convidados para desfazer desentendimentos provocados pelo cachorro de Joe, que insiste em latir nas horas mais inesperadas, bloqueando o trabalho criativo do artista.

O ambiente alegre e descontraído constrange o escritor, mas excita sua mulher. A estabilidade de um casamento conservador acaba em risco quando ela entra no clima e aceita uma pílula de ecstasy. Sob o efeito da droga, fartamente distribuída, caem as inibições e as roupas dos mais excitados, na beira da piscina. Casais são trocados e os inevitáveis conflitos afloram e são estimulados. O próprio casamento de Joe e Sally, motivo da celebração, parece estar novamente na corda bamba.

Cineweb-10/5/2002

Luiz Vita


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