O Guia do Mochileiro das Galáxias

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Sinopse

Arthur Dent é um terráqueo cuja casa é destruída para a construção de uma rodovia. Minutos depois, a Terra é explodida para a construção de uma estrada intergaláctica e descobre que pegar carona nas naves espaciais pode ser um modo de vida bem divertido, além de perigoso.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

02/06/2005

Aos fãs da série cult de livros O Guia do Mochileiro das Galáxias só resta um conselho: “Não entre em pânico”. Esta frase impressa na contracapa do livro mais acessível e vendido de toda a galáxia também vale para aqueles que não conhecem a obra de Douglas Adams (1952-2001) que resultou nesta amalucada comédia. O longa inspirado nos três primeiros livros da série pode ter uma história independente do original – mas isso é só um mero detalhe, quando o mais importante é ser fiel às origens.

O senso de humor tipicamente britânico, caótico e negro de Adams está lá, em cada fotograma do filme. A série do Mochileiro que já foi programa de rádio, TV, entre outras coisas, chega à telona com o merecido status de cult. O ponto de partida é o mesmo, Arthur Dent (Martin Freeman) é um jovem inglês cuja casa será destruída para a construção de uma rodovia. Mas isso não é nada comparado ao fato de que a Terra será destruída para a construção de uma rodovia interespacial.

E não é que tanto a casa de Arthur e o planeta são destruídos? Mas a demolição da casa já não tem mais importância. Para a sua sorte, o rapaz é amigo de Ford Prefect (Mos Def), um alienígena que morava há alguns anos na Terra para atualizar o “Guia do Mochileiro das Galáxias”. Só com a ajuda do simpático ET para Arthur sobreviver no gigantesco espaço, onde a probabilidade de ser resgatado é minúscula.

A aventura está apenas começando. Arthur e Ford acabam na nave dos perigosos e insuportáveis Vogons, cuja poesia é a terceira pior do universo. Mas o resgate não tarda a chegar. O terráqueo também descobrirá a importância de uma toalha e que o número 42 é a resposta para a pergunta sobre o significado da vida, do universo e de tudo mais.

Arthur também conhecerá Zaphod Beeblebrox (Sam Rockwell) o presidente da Galáxia que anda aprontando, e que namora a bela terráquea Trillian (Zooey Deschanel). O personagem mais divertido e encantador certamente é Marvin, o robô maníaco-depressivo – um replicas de relogios contraponto ao computador hiperativo Eddie. O robô ganha uma dublagem que beira a perfeição do catatonismo com a voz de Alan Rickman.

Freeman também é a personificação do Arthur Dent criado por Adams. Um sujeito pacífico, meio abobalhado, que quer proteger a sua casa e tomar o seu chá. Já Rockwell e seu Zaphod Beeblebrox são mais hiperativos e nem por isso menos atrapalhados. John Malkovich faz uma pequena participação com um personagem criado especificamente para o filme, uma espécie de inimigo do presidente do universo.

O diretor de videoclips Garth Jennings conseguiu captar o universo caótico de Adams e traduzir em imagens a diversão dos livros. Os verbetes do Guia explicados na tela são alguns dos melhores momentos do filme. No entanto, o Guia é narrado em português, por José Wilker. Isso foi uma opção feita pela distribuidora para evitar excesso de informação visual na tela conflitando entre as imagens do guia e da legenda. É estranho, mas não sem cabimento.

Quem gosta dos livros de Adams certamente irá adorar o filme, que é uma infiel adaptação fiel dos livros. Os efeitos visuais propositadamente de segunda linha dão uma atmosfera retrô para o longa. Para quem não conhece os livros, a diversão pode ser ainda maior, ao descobrir, por exemplo, da importância de sempre se carregar sua própria toalha. Além disso, alguns dos verbetes só são explicados durante os créditos finais, portanto é bom esperar um pouco antes de sair da sala.

Alysson Oliveira


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