Sahara

Ficha técnica


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País


Sinopse

Dirk Pitt (Matthew McConaughey) é um explorador que vai para o Sahara em busca de um lendário navio norte-americano, cheio de ouro, que ficou perdido no deserto do Sahara. Mas antes de encontrar a sua fortuna ele encontra uma jovem médica (Penélope Cruz) que está lidando com uma misteriosa praga e um grupo de malfeitores.


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Crítica Cineweb

25/05/2005

Cansado de produzir anúncios e slogans para detergentes, o americano Clive Cussler decidiu que já era hora de escrever um livro. E não apenas uma obra digestiva qualquer, mas criar um novo herói literário, com base em Sherlock Holmes (de Conan Doyle) e James Bond (Ian Fleming): o charmoso e inteligente aventureiro Dirk Pitt, uma espécie de Indiana Jones e Jacques Cousteau (em uma época mais jovial, é claro) somados.

Independente das críticas que se podem fazer a essa literatura, os 17 livros editados narrando as estripulias de Dirk foram um sucesso por três décadas, constando no topo da lista dos 10 mais vendidos do The New York Times. Fato que só chegou aos olhos dos produtores de Hollywood no final dos anos 70, quando um dos seus livros deu origem ao O Resgate de Titanic (1980), que o escritor considerou terrível do início ao fim.

Zeloso de seu trabalho, portanto, foi muito difícil que Cussler permitisse uma nova adaptação de um dos seus livros. Comportamento que manteve até o ano passado, quando viveu às turras com quatro roteiristas para adaptar seu livro Sahara. Uma guerra que não tem a ver com dinheiro, como jura o escritor, mas originada em conflitos criativos (que, geralmente, deveriam funcionar em benefício do filme).

Seja como for, Sahara chega às telas de cinema como uma aventura razoavelmente divertida, em que a ação é dourada com um pouco de humor e fartas histórias paralelas que preenchem duas horas de ação inverossímil e exagerada ao melhor estilo Indiana Jones. Um filme digestivo como a literatura de Cussler, que depois de um par de meses facilmente cairá no esquecimento.

A trama segue o caçador de tesouros Dirk Pitt (Matthew McConaughey) e seu fiel amigo Al Giordino (Steve Zahn) em uma obcecada busca de um encouraçado da Guerra Civil norte-americana. O barco afundou, ao que parece em uma província do Mali (ex-Sudão francês), na África. As razões que explicam como o barco – que navega apenas em rios – foi parar lá são demasiadamente absurdas para explicar.

Enquanto buscam o barco, encontram a bela doutora Eva Rojas (Penélope Cruz), pesquisando a origem de uma estranha doença que se alastra pelo continente. E em que país está a fonte da enfermidade? República do Mali, claro. A notícia, no entanto, é abafada pelo ditador local, que desloca seu pequeno exército para impedir a cientista. E quem poderá socorrê-la? Dirk Pitt, é claro.

Com esse roteiro, não é difícil chegar a conclusão que, embora as cenas de ação sejam bem realizadas, nunca há uma real sensação de perigo ou tensão. Muito provavelmente porque os heróicos personagens superam todos os perigos mais porque assim diz o roteiro do que propriamente por sua engenhosidade. São raras, assim, as vezes em que Dirk e Al exibem algo criativo ou surpreendente para atingir seus propósitos. O convencional e o arbitrário subtraem, no fim, a real emoção do que se vê.

No entanto, em última análise, Sahara não é de todo mal. Matthew McConaughey e Steve Zahn possuem boa presença cênica, e se ajustam perfeitamente a seus papéis. O primeiro, o herói seguindo o arquétipo do super herói americano, e o segundo, como o bom companheiro e alívio cômico da trama. Decididamente, salvam o filme de uma catástrofe.

Por outro lado, Penélope Cruz, que já mostrou seu talento em alguns filmes, sofre com sua personagem superficial, que está lá apenas para mostrar sua cara bonita e se apaixonar pelo mocinho. É de supor que a única razão para a atriz estar ainda em Hollywood seja financeira, já que seus últimos papéis não valem o esforço.

Rodrigo Zavala


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