Arte, Amor e Ilusão

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Sinopse

Evelyn (Rachel Weiz) é uma estudante de arte que se apaixona pelo desengonçado Adam (Paul Rudd). Tentando adaptá-lo à sua realidade ela promoverá uma revolução na vida dele tanto na forma quanto no conteúdo.


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Crítica Cineweb

17/05/2005

Ao invés de sofrer de uma claustrofobia típica de um teatro filmado, Arte, Amor e Ilusão, assume-se como um competente teatro levado ao cinema. Não é de se espantar, dadas as origens do filme, adaptado pelo cineasta e dramaturgo Neil Labute (Possessão) de sua peça The Shape of Things [A Forma das Coisas]. Nesse caso, o cineasta está menos preocupado com o conteúdo do que com a forma – fazendo até uma justiça com o título original da produção.

Arte... não foge à regra do universo Labutiano – cujo exemplar mais notável até então é Na Companhia de Homens (1997), filme-controvérsia em que dois executivos mal amados se unem para seduzir uma surda e depois dispensarem-na concomitantemente. Mas desta vez, a misoginia é às avessas. A principal personagem feminina, Evelyn (Rachel Weisz, de Constantine) talvez até tivesse uma ou duas coisinhas para ensinar para os chauvinistas do outro filme.

Ela é uma estudante de arte, que durante uma visita a um museu conhece Adam (Paul Rudd, de Regras da Vida). Os dois são opostos. Enquanto ela é descolada e estilosa, ele é careta, quadradão. Mas mudanças estão por vir. Everly intere em tudo na vida dele, desde as roupas até o que dizer e pensar. Os primeiros a notarem as mudanças são Jenny (Gretchen Mol) e Phillip (Fred Weller) antigos amigos do rapaz que estão prestes a se casar.

Mas não seria um autêntico Labute sem o machista. Eis que entra Phillip em cena, com suas idéias bem retrógradas sobre as funções e diretos da mulher, batendo de frente com os ‘ideais libertários’ de Evelyn.

Verborrágico, com poucos personagens e cenários, é pouco provável que Arte... consiga rompem a esfera dos fãs do cineasta. Seu desenrolar, embora previsível, é contundente. O confronto final é a prova de que o mundo atual valoriza a forma sobre o conteúdo. Ou um sinal de que Labute não crê na salvação da sociedade estético-consumista dos nossos dias. E, segundo ele, estamos cada vez mais próximos do abismo. O que é bem verdade.

Alysson Oliveira


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