Be Cool - O Outro Nome do Jogo

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Sinopse

Chili Palmer (John Travolta), o mafioso que virou produtor de cinema, agora quer produzir discos. Associa-se a uma viúva (Uma Thurman), dona de uma gravadora falida e encontra uma nova cantora (Christina Milian). Aí descobre que a mocinha tem um contrato com um produtor mais gângster do que os que ele conhece (Harvey Keitel).


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

13/04/2005

No território difícil da comédia, vem prosperando ultimamente um gênero à parte – os filmes em que os atores se divertem bem mais do que a platéia. É o caso, por exemplo, de Onze Homens e um Segredo e Doze Homens e Outro Segredo.

Aconteceu de novo aqui, nesta seqüência do até charmoso O Nome do Jogo (1995), do qual praticamente nada restou, exceto o personagem Chili Palmer, mais uma vez interpretado por John Travolta, sem contar uma ponta completamente inofensiva de Danny DeVito, que tinha um grande papel no primeiro filme. O diretor, F. Gary Gray, parece não estar nada à vontade neste gênero de comédia que teria necessariamente de transitar pela ironia e sutileza, em se tratando de uma história adaptada de um livro de Elmore Leonard. Parece que, acostumado a filmes de ação – até competentes, como O Negociador e Uma Saída de Mestre - Gray não pegou o jeito da coisa. E a história resulta com graça praticamente nenhuma.

Desta vez, Chili Palmer, o mafioso que se apaixonou por Hollywood e virou produtor de cinema em O Nome do Jogo, decide mais uma vez mudar de ramo. Agora, vai partir para a indústria musical. Corpos começam a empilhar-se no seu caminho enquanto ele se aproxima de Edie (Uma Thurman), justamente a viúva de um amigo seu que herdou uma gravadora falida que pode servir-lhe de trampolim.

De um lado, está o dilema da gravadora, que deve os tubos a tipos nada amistosos. De outro, está a intenção perigosa do próprio Chili, de iniciar sua carreira de produtor musical com uma jovem cantora, Linda Moon (Christina Milian) que já tem um contrato com outro produtor-gângster, Nicki Carr (Harvey Keitel).

Toda esta disputa em torno do passe da cantora, que num determinado momento ganha o apoio de ninguém menos do que Steven Tyler, do Aerosmith, fazendo o próprio papel, deveria ser engraçada. Mas não é. Envolve um tipo de humor muito limitado, em torno do ridículo dos bandidões exibicionistas do próprio poder. Uma piada que se esgota rapidamente e não sustenta um filme inteiro.

Nem mesmo a cena de dança entre Uma Thurman e Travolta, que remete à inesquecível seqüência que os dois fizeram em Pulp Fiction, consegue entusiasmar.

Neusa Barbosa


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