Miss Simpatia 2: Armada e Poderosa

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Sinopse

Poucas semanas depois de Gracie (Sandra Bullock) ficar em segundo lugar no concurso de Miss EUA, ela tenta voltar ao trabalho no FBI. Como ficou famosa demais, não consegue participar das missões. Seu chefe a escolhe para fazer a campanha da "nova cara" do FBI. Mas ela terá de entrar em ação quando a atual Miss EUA é seqüestrada.


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Crítica Cineweb

31/03/2005

Miss Simpatia (2001) funcionava basicamente como um zoológico de metáforas: o patinho feio misturado com o peixe fora d’água. De certa forma, deu certo, porque divertiu muita gente e faturou mais de 100 milhões de dólares. Sandra Bullock aparenta ser uma das atrizes mais sem vaidade de Hollywood – ao lado de Jennifer Tilly, em O Filho de Chucky. Ela não se importa de se autoparodiar, jogar-se no chão, levar tombos ou se sujar. A certa altura, começa-se a pensar a que horas uma torta vai voar na cara dela – pena que nunca chega.

Ela reassume o papel de Gracie Hart, a agente grossa do FBI que foi obrigada a se re-feminilizar para participar do concurso de Miss Estados Unidos e prender terroristas que pretendiam sabotar o evento. Agora, a história se passa poucas semanas depois do concurso. Gracie é famosa e isso está impedindo que ela participe de missões, mesmo disfarçada. A agência de investigação aproveita para usar essa nova imagem positiva da moça a seu favor. Ela será a nova cara do FBI.

Relutante, com o tempo Gracie acaba descobrindo os prazeres de sua nova função. Já não usa mais suas roupas desengonçadas. Sempre bem vestida e maquiada, dá entrevistas na TV e tem tardes de autógrafos assinando o seu livro. Algo bem diferente de tudo aquilo em que ela sempre acreditou.

Mas ela terá de abandonar esse mundo de glamour e voltar ao batente quando a atual Miss Estados Unidos, Cheryl (Heather Burns) e o apresentador Stan Fields (William Shatner) são seqüestrados em Las Vegas. Sua nova parceira será Sam Fuller (Regina King) – que tem o mesmo nome famoso cineasta Samuel Fuller (1912-1997), mas isso nunca é motivo de piadas. As duas são praticamente opostos - aí entra mais um daqueles clichês de filme que envolve duplas policiais.

O roteiro de Miss Simpatia 2: Armada e Poderosa é basicamente a reciclagem de clichês já bem explorados no primeiro filme, com as mesmas grandiosas lições. Gracie descobre, novamente, que vale a pena ser ela mesma e que a mulher moderna é inteligente, bonita, trabalha fora e carrega uma 45 – de preferência, presa à cinta-liga.

Sandra Bullock praticamente não tem pudor para usar seu charme e simpatia para fazer rir, mas o roteiro capenga de Marc Lawrence (roteirista do primeiro filme e diretor/roteirista de Amor à Segunda Vista). Não é preciso muita veracidade em comédias, mas quando o personagem está bem próximo do real e é forçado a fazer coisas que não faria, surge uma graça natural. E disso o filme passa longe.

A maior baixa de um filme para o outro foi Michael Caine, que interpretava uma espécie de personal stylist que transformou Gracie de patinho feio em Miss Simpatia. Benjamin Bratt, que fazia Matthew, o agente que ficava com Gracie no final do filme, também não aparece nessa seqüência – mas ele quase nem faz falta.

Miss Simpatia 2: Armada e Poderosa poderá agradar a alguns fãs da atriz ou do primeiro filme. Para os demais, este é um forte candidato ao prêmio Miss Antipatia.

Alysson Oliveira


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