Adorável Julia

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Sinopse

Julia Lambert (Annette Bening) é uma atriz de teatro na Londres de antes da Primeira Guerra que se apaixona por um rapaz mais novo. Com muito cinismo, tenta dar a volta por cima quando os problemas chegam.


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Crítica Cineweb

23/03/2005

O sorriso de Annette Bening (Beleza Americana) é certamente um dos melhores motivos para se ver Adorável Julia. E, quando ela ri, é impossível não sorrir junto – às vezes, até gargalhar. O melhor de tudo é que a atriz mostra o belo sorriso a maior parte do tempo nessa comédia de época dirigida pelo húngaro István Szabó (Sunshine – O Despertar de um Século). Por essa atuação cheia de graça e até mesmo ferocidade, Annette ganhou diversos prêmios, como o Globo de Ouro de melhor atriz em comédia/musical e o prêmio do National Board of Review, além de uma indicação ao Oscar. E não seria nenhum erro se a Academia tivesse dado o prêmio a ela.

Annette é Julia Lambert, uma famosa e bem sucedida atriz da Londres do pré-Primeira Guerra, casada com o gerente de seu teatro e diretor, Michael Gosselyn (Jeremy Irons). Mas, como ele mesmo diz, eles vivem um casamento bem moderno. Tão moderno que ela tem quase abertamente um caso com um rapaz norte-americano, Tom (Shaun Evans), que tem idade para ser o seu filho.

Esse namorico dá a Julia uma nova juventude. Sua vida pessoal e profissional melhora radicalmente – a ponto de todo mundo dizer que ela parece mais jovial. O que todos vêem que está para acontecer, menos Julia, é que Tom vai se envolver com alguém de sua idade, a atriz Avice (Lucy Punch). Mesmo traída e com o coração partido, Julia mantém os negócios acima de tudo e contrata a incitante atriz para trabalhar em sua nova peça.

O grande prazer de assistir a Adorável Julia vem de ver Annette fazendo dois papéis numa personagem só. É como se fosse a atriz fazendo o papel da atriz (Julia) que na verdade não vive, atua na vida. Ela traz charme e vitalidade ao filme, chegando a fazer a platéia esquecer que existem outros personagens.

Szabó diz ter se inspirado nas comédias leves de Ernst Lubitsch (A Loja da Esquina) e Billy Wilder (Quanto Mais Quente Melhor). Embora ele não se aproxime de nenhum dos dois, Adorável Julia tem mais ecos de A Malvada, até por se passar no mesmo mundinho do teatro.

O roteiro de Ronald Harwood (O Pianista) – baseado no livro Theater, de Somerset Maugham, também já adaptado para o teatro – pode nem dar profundidade psicológica aos personagens ou tensão dramática às situações, mas isso passa totalmente despercebido diante do delicioso sorriso da mais do que adorável Annette.

Alysson Oliveira


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