Um Coração Para Sonhar

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Sinopse

Na itália da década de 20, Nello (Neri Marcoré) é um professor de 35 anos, ingênuo e virgem, que se apaixona por uma bela moça cega. Angela (Vanessa Incontrada) não tem muito amor por ele. Parece valer-se de sua companhia para retomar sua vida social e vingar-se do noivo que a abandonou.


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Crítica Cineweb

10/03/2005

Para uns, é um charme à moda antiga; para outros um tédio de mais de 90 minutos. Um Coração Para Sonhar tem dividido a crítica e o público desde que foi exibido no Festival de Cannes em 2003. Dirigido pelo veterano cineasta italiano Pupi Avati (ganhador do Davi Di Donatello, por esse longa), o drama romântico caminha em passos de tartaruga, carregando nas tintas do melodrama, gênero que já rendeu bons filmes – o que não é bem o caso aqui.

Nello (Neri Marcoré) é um professor romano que na década de 20 se muda para Bolonha. Ingênuo e inexperiente, deixa-se levar pelos amigos que insistem que ele encontre sua cara-metade. Sua primeira tentativa é uma manicure, que acaba trocando-o por um homem mais rico.

Mas seu amigo não desiste e leva Nello para conhecer a cunhada cega. Uma moça estranha e que molha a todos com saliva quando fala não desperta o interesse do professor. Nessa espécie de casa de caridade onde as freiras ensinam pessoas cegas tomar conta de si próprias, ele conhece a bela e jovem Angela (Vanessa Incontrada), uma moça rica e mimada, que foi obrigada a abandonar a vida de luxo ao perder a visão e ser internada pelo pai, para aprender a conviver com a cegueira.

É amor à primeira vista para o ingênuo Nello, que confessa ainda ser virgem. Angela, por sua vez, começa a manipulá-lo para tentar voltar à vida social e se vingar do noivo que a abandonou. A devoção e o amor incondicional do rapaz podem fazer com que ela se redima e se torne uma boa pessoa. Ou não ?.

Marcoré, um comediante relativamente famoso na Itália, parece estar representando uma farsa, exagerando nas caretas e na ingenuidade – e não se decide sobre o tom que quer dar ao seu personagem. A direção de Avati só colabora para isso. Muitas vezes, tem-se a sensação de que tudo é uma farsa e que o objetivo é criticar a sociedade, a classe média, o amor por interesse ou até mesmo a igreja – o pai de Nello, Cesare (Giancarlo Giannini), é um alfaiate que faz as roupas do Papa. Mas à medida que o drama de Nello caminha para a sua conclusão, comprova-se o contrário. Avati (tanto como roteirista, quanto como diretor) está levando tudo aquilo a sério. O mesmo não se pode pedir a quem se arriscar a ver Um Coração para Sonhar.

Alysson Oliveira


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