Ladrão de Diamantes

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Sinopse

Ladrão (Pierce Brosnan) rouba um valioso diamante e muda-se para uma praia com sua amada (Salma Hayek) e parceira no crime. Anos mais tarde, um agente do FBI (Woody Harrelson) vai procurá-lo e faz uma oferta tentadora.


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Crtica Cineweb

03/03/2005

Em sua retrospectiva de 2004, a revista norte-americana Entertainment Weekly chamou Ladrão de Diamantes de ‘prova de que o corpo de Salma Hayek faz a gente ver qualquer bobagem’. E eles estão certos. A melhor razão para sentar na frente da tela do cinema e agüentar uma sucessão de clichês de filmes de roubo por mais de 90 minutos são as curvas da atriz.

Ladrão de Diamantes é um passatempo irregular que se apóia na sensualidade latina da atriz e nas belas paisagens das Bahamas. O resto é uma reciclagem preguiçosa de centenas de clichês que já foram mais bem aplicados em outra centena de filmes. Até o próprio Pierce Bronsan já fez melhor em Thomas Crown – A Arte do Crime.

Como a maioria de filmes de roubo, este começa com a ação, ou seja, um assalto mediano que vai justificar um terço do roteiro. Os outros dois terços da história vêm de planejar e executar O Grande Assalto que justificará o clímax. Como sempre. A diferença é que uns (David Mamet em O Assalto, por exemplo) fazem a mesma coisa com classe e vitalidade.

Como o título nacional entrega, Brosnan é Max Burdett, um ladrão de diamantes, que após um rentável e bem planejado roubo decide se aposentar, com sua bela parceira no crime Lola (Hayek) e se mudar para uma praia paradisíaca. Quem fica com cara de bobo é o agente do FBI, Stanley (Woody Harrelson), que cuidava do diamante roubado.

Tempos depois, Stan aparece nas Bahamas e começa a ter meio que uma relação de amor e ódio com Max e Lola. Essa é a segunda parte do filme – o planejamento do próximo roubo, que, obviamente, envolve um diamante valiosíssimo. Reviravoltas mornas e Salma Hayek, muita Salma Hayek, de biquíni, de micro shorts, saindo da praia, tomando banho de sol ou brincando de marceneira, garantem que muita gente não durma na próxima hora. Ela, aliás, merecia um prêmio por isso.

As belas imagens são culpa – ou cortesia, dependendo de por qual ângulo se está olhando – de Brett Ratner (Dragão Vermelho e os dois A Hora do Rush). Ele nunca consegue trazer energia, vigor para o marasmo em que Ladrão de Diamantes embarca. Como em Doze Homens e Outro Segredo esse é o tipo do filme em que o elenco parece estar se divertindo muito, enquanto a platéia não consegue achar muita graça e desperdiça tempo e dinheiro. E querer que as pessoas engulam Harrelson como agente do FBI é pedir demais.

O mais irônico é que uma das cenas envolve uma cópia em DVD de Ladrão de Casaca, de Hitchcock. Esse sim conhecia o assunto. E Ratner é tão ingênuo a ponto de não perceber que, aludindo a esse filme, ele só está mostrando o quão frágil e inútil é a sua própria obra.

Alysson Oliveira


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