O Fantasma da Ópera

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Adaptação para as telas do famoso musical de Andrew Lloyd Webber. Um desfigurado gênio da música (Gerard Butler) fica obcecado por uma bela e talentosa cantora lírica (Emmy Rossum). Esse amor doentio explode quando ela quer abandoná-lo para ficar com outro homem.


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Crítica Cineweb

24/02/2005

É preciso ter um certo gosto por musicais para se divertir com a versão cinematográfica do famoso espetáculo de Andrew Lloyd Webber. Afinal, são quase 2h30 de muita cantoria e muito colorido de encher os olhos em O Fantasma da Ópera. Não é um Evita, – no qual tudo é cantado - mas está perto. O Fantasma, por exemplo, não chega propriamente a falar nem dez frases. Aqueles que não tiverem medo desse tipo de fantasma, com certeza poderão se divertir muito – e alguns até chorar – com o filme dirigido por Joel Schumacher (Veronica Gerin – O Custo da Coragem).

Desde quando foi montado em Londres pela primeira vez (no final dos anos 80), o musical O Fantasma da Ópera deixou de lado o tom gótico-barroco do livro de Gaston Leeroux (1968-1927) em favor de uma abordagem mais sensual da história do gênio da música desfigurado que tem uma obsessão por uma jovem e talentosa cantora. O escritor francês partiu de um fato real – a queda de um lustre cristal de 770 kg no teatro de ópera de Paris, que acabou matando um de seus patrocinadores, em 1986 – para criar a sua fantasia.

Adaptado para o cinema mais de uma dezena de vezes - sendo que a mais notória é a primeira, de 1925, dirigida por Rupert Julian -, o livro chegou a se transformar numa telenovela na finada TV Manchete no início dos anos 90, com Carolina Ferraz e Claudio Marzo nos papéis principais.

Esta versão cinematográfica é – como o título original deixa bem claro – a idéia de Andrew Lloyd Webber da história. O que ele fez, aliás, foi perceber que um livro cuja trama se passa inteiramente dentro da Ópera de Paris poderia resultar num musical. Deixando de lado o aspecto mais gótico da história – maneirando na desfiguração do Fantasma e em seus aspectos mais sombrios, por exemplo - o compositor optou por fazer uma história de amor.

Com ecos de A Bela e a Fera – tanto da história original, quanto do filme de 1946 de Jean Cocteau-, o Fantasma da Ópera começa com um leilão de peças da antiga Ópera Popular (que de popular não tinha nada), em 1919. O lote com o sugestivo número 666 é o lustre que despencou do teto e acabou com os dias de glória da construção. Empoeirado e esquecido no tempo, o teatro teve seus dias de fama em 1870, mesmo com os novos donos que não entendiam nada de ópera. Efeitos especiais e música ensurdecedora fazem a festa nesta transposição de tempo, trazendo a glória de volta à construção.

A primeira aparição do Fantasma (Gerard Butler) se dá quando um cenário cai ‘acidentalmente’ sobre a grande diva do teatro La Carlota (Minnie Driver) que fica impedida de se apresentar, sendo o obrigada a ser substituída pela novata Christine Daaé (Emmy Rossum). A noite de estréia é um sucesso e o Fantasma fica orgulhoso de sua protegida. Mas seus planos grandiosos para a jovem estrela poderão ser deixados de lado, uma vez que sua protégé reencontra o grande amor de sua infância, o Conde Raoul de Chagny (Patrick Wilson).

Após estabelecer o triângulo amoroso inusitado, O Fantasma da Ópera se move sempre sobre o conflito entre dois pólos: amor x desejo carnal; alta sociedade x classe popular; celebridades x arte. Sempre cantados, às vezes à exaustão, nas composições de Lloyd Webber.

Longe do mundo frenético de Moulin Rouge, e, mais distante ainda, da sobriedade jazzístico-etílica de Chicago, O Fantasma da Ópera constrói um mundo próprio, cheio de cores e texturas suas. Isso, mais se deve ao talento técnico de Joel Schumacher (que já foi um conceituado vitrinista) do que aos delírios – para muitos, brega – de Lloyd Webber.

Longe do kitsch, O Fantasma da Ópera até opta por um certo exagero camp, mas isso faz parte dos musicais. Afinal, qual seria a graça de ver um musical tímido e contido? Velas, muito tons de dourado, vermelho e negro são a base do colorido que enche cada fotograma. O diretor de fotografia John Mathieson usa cores bem mais variadas do que em Gladiador, ainda assim mantendo sua luz difusa.

Todos os atores cantam suas músicas – exceto Minnie Driver. Emmy (O Dia depois de amanhã e a filha de Sean Penn, em Sobre Meninos e Lobos) incorpora Christine com graça e delicadeza. Sua voz afinada lembra uma jovem Sarah Brightman (para quem o musical foi escrito, quando Lloyd Webber era casado com ela). Não seria de estranhar se no final Christine preferisse ficar com o Fantasma de Butler (Lara Croft: O Berço da Vida), do que com o Conde Changy, de Wilson (da série Angels in America). Butler injeta muito mais frescor e sensualidade ao seu personagem.

A sensualidade, aliás, é latente em O Fantasma da Ópera. Schumacher encontrou na sutileza – algo que nunca foi o seu forte – as nuances do amor obsessivo do Fantasma. Numa época em que todo o desejo no cinema é sempre explícito, o diretor faz dos ombros nus de Christine a marca da volúpia. Como canta o Fantasma “Abandone o pensamento e entregue-se ao sonho”. Parece ser a receita para entrar nesse mundo à parte e se divertir por quase três horas.

Alysson Oliveira


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Comentários:
  • 18/11/2010 - 20h39 - Por sabina esse filme é otima adoreeiii ,,é muito chikkkkkkkkk
    tendeu aaaaaaaaaaaaaaaammmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
    bjjjjjjjjjjkkkkkkkkkkkkkkkkkkksssssssss
    bjjuuuuuuuuuuuuuuuuu
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