Os Incríveis

Ficha técnica

  • Nome: Os Incríveis
  • Nome Original: The Incredibles
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2004
  • Gênero: Animação
  • Duração: 121 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Brad Bird
  • Elenco:

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Extras

Menu interativo

Seleção de cenas

Curta animado: Pular

Cenas inéditas

Comentários do diretor e do produtor

Comentários dos animadores

Entrevistas com personagens

O ataque do Zezé

Incríveis erros

Making of

Making of de Pular

Top Secret - Arquivos dos Super-Heróis

Sr. Incrível e Companheiros - História curta comentada pelos próprios personagens

Criando humanos

Criando extras

Trailer do próximo lançamento Disney/Pixar: Carros


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

06/12/2004

Uma família inteira de super-heróis - inclusive as crianças - é a primeira boa sacada para montar o "filme para toda a família" que é a receita de sucesso de bilheteria dos sonhos de todo estúdio. Receita que deu supercerto aqui.

O segundo segredinho é a salada de referências - coisa que o estúdio Pixar (de Procurando Nemo, Toy Story, Vida de Inseto e outros) sabe misturar e temperar muito bem. Dessa forma, reciclam-se o modo de vida e os seriados dos anos 50, que perdem todo caldo de nostalgia com o avanço dos superpoderes dos heróis, uma simpática composição de gente de carne e osso dotada de capacidades ultra-especiais, que traçam seu parentesco com os moderníssimos X-Men.

A necessidade de dar este lastro familiar aos personagens amarra um pouco a primeira metade do filme - mas a segunda metade compensa com vantagens, na adrenalina das aventuras. Não há como não se amarrar nesta turma: o fortão sr. Incrível, identidade secreta de Beto Pêra (na versão original, voz de Craig T. Nelson); sua esposa, a enérgica Helena Pêra ou Mulher Elástica (voz de Holly Hunter); e seus filhos, Flecha (Spencer Fox), capaz de quase voar com a rapidez de seus pés; a adolescente Violeta (Sarah Vowell), que fica invisível e ergue campos de força; e o bebê Zezé (Eli Fucile e Maeve Andrews), que ainda não disse ao que veio.

Uma boa qualidade do roteiro (do diretor Brad Bird, autor do desenho O Gigante de Ferro) é detonar, sempre que possível, o culto à mediocridade que toma conta da vida cotidiana do planeta. Em todo lado, há uma cobrança de que todo mundo seja normal e exerça pacificamente tarefas que nunca saiam da rotina - então, quem tem algum talento extraordinário, como a família Pêra, é pressionado a escondê-lo. Felizmente, não por muito tempo. Quando sai da sombra o Síndrome (voz de Jason Lee) - um vilão para lá de medíocre -, a família Pêra abandona a aposentadoria a que foi forçada anos atrás, por pressão da sociedade, e reencontra a paixão de viver. Refletindo decepções da meia-idade e a possibilidade de dar a volta por cima na fase madura, o casal personifica temas bastante adultos para um desenho que, em última análise, só procura divertir.

Mesmo quem não se dispuser a pensar nesses temas por trás da história, vai ter muito com que se entreter. Toda a tecnologia com que a Pixar embala seus produtos funciona maravilhosamente, seja na roupa dos personagens - obra da engraçada estilista Edna Mode (voz do próprio diretor) - nos cenários futuristas da ilha do vilão (que pagam seu tributo às moradias de vários inimigos de James Bond) e nas perseguições com naves espaciais que homenageiam alguns dos melhores momentos de Star Wars. O diferencial da aventura é o tipo de humor. Os Incríveis se assume como sátira e cumpre o que promete.

Neusa Barbosa


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