Bridget Jones: No Limite da Razão

Ficha técnica

  • Nome: Bridget Jones: No Limite da Razão
  • Nome Original: Bridget Jones: The Edge of Reason
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Irlanda
  • Ano de produção: 2004
  • Gênero: Comédia
  • Duração: 108 min
  • Classificação: Livre
  • Direção:
  • Elenco: Renée Zellweger, Colin Firth, Hugh Grant

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País


Extras

Um Descolado Guia para a Exótica Tailândia

A Grande Briga

Teste "Quem é o seu Homem"

Comentário da Diretora

A Viagenzinha à Áustria

4 Cenas Cortadas

Mark e Bridget: Para Sempre

Bridget Jones entrevista Colin Firth

Londres Solitária

Trailers: Wimbledon, Meet the Fockers


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

26/11/2004

Quando Bridget Jones é apresentada em seu primeiro filme, numa cena particularmente patética, tomando vinho e cantando "All by Myself", muitos espectadores, principalmente o público feminino, se afeiçoaram à protagonista. Ela era a personificação de seus temores e anseios. Buscava um emprego melhor, alguém para compartilhar seu amor e conseguir tratar a dramática insegurança que a colocava nas piores situações. Tudo com o melhor do humor inglês.

O Diário de Bridget Jones (2001) contou uma história simples, mas com personagens sumamente divertidos, em que o humor era gerado, principalmente a partir da personalidade dos protagonistas, evitando situações absurdas e arbitrárias. Exatamente ao contrário de sua continuação, Bridget Jones No Limite da Razão, uma produção sem a originalidade da primeira e desavergonhadamente comercial, trai os personagens, convertendo-os em pobres caricaturas.

Basicamente, o resultado para a incrível queda na qualidade da produção está em dois grandes fatores: os problemas no próprio livro de Helen Fielding, que também assina o roteiro, e a pouca experiência cinematográfica da diretora inglesa Beeban Kidron, que praticamente fez apenas produções para TV. Além disso, o filme perdeu completamente a visão feminina - mais passional, dramática e cômica - de Sharon Maguire, que assinou o primeiro filme. Sem dúvida, mais interessante do que Kidron.

E quando se fala que toda a originalidade foi substituída por piadas fáceis e baratas repetições de situações previamente vistas, existe realmente um motivo. No começo de Bridget Jones - No Limite da Razão, encontramos Bridget (Reneé Zellweger) e Mark Darcy (Colin Firth) felizes com a relação iniciada há poucas semanas. No entanto, a inevitável insegurança da protagonista, somada à possível infidelidade de seu namorado, faz com que a moça o abandone.

A situação se agrava quando, por uma grande coincidência, Bridget é obrigada a apresentar um programa televisivo ao lado de Daniel Cleaver (Hugh Grant), sua primeira paixão e arquiinimigo de Mark. Este mostra-se profundamente arrependido de tudo o que fez (no primeiro filme) e começa a tentar conquistá-la. Indecisa entre os dois pretendentes, a protagonista deverá examinar cuidadosamente seus sentimentos. Ou seja, voltamos a 2001 e ao começo da história.

Apesar de tudo parecer igual ao que já se viu, exceto a estapafúrdia aventura criminal de Bridget na Tailândia, seria injusto não notar o esforço do trio principal em manter a química que tão bem funcionou no primeiro filme. Embora as circunstâncias de interação entre eles sejam pouco convincentes, eles conseguem salvar o filme com boas interpretações. Nesse sentido o casal de atores Gemma Jones e Jim Broadbent, pais da protagonista, poderia ser mais bem explorados, o que ajudaria bastante.

Outro ponto positivo é a trilha sonora, bem selecionada para as aventuras de Bridget, tal como "I'm Not in Love" ou "I Believe in Thing Called Love". Sabe-se que o uso de canções populares é uma baixa estratégia de fisgar o espectador, mas a escolha é acertada, exceto talvez pelo uso de "Your Love is King", do Darkness, um pouco fora de propósito.

Seja como for, apesar do saldo baixo deixado por Bridget Jones - No Limite da Razão, pode-se dar algumas risadas com a atrapalhada protagonista. Para quem gostou do primeiro filme e sente uma inexplicável curiosidade em ver o desfecho da história, pode correr ao cinema. Talvez o que é positivo não compense os erros da nova produção. No entanto, as fantasias de Bridget continuam encantadoras e bem próximas de muitas pessoas mais românticas.

Rodrigo Zavala


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