Dirty Dancing: Noites de Havana

Ficha técnica

  • Nome: Dirty Dancing: Noites de Havana
  • Nome Original: Dirty Dancing: Havana Nights
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2004
  • Gênero: Romance
  • Duração: 86 min
  • Classificação: Livre
  • Direção:
  • Elenco:

País


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

09/11/2004

Já se passaram quase 20 anos desde que Patrick Swayze ensinou Jennifer Grey como mexer os quadris num acampamento e transformou a vida daquela menina sem graça, em Dirty Dancing - Ritmo Quente - que, além de se tornar um verdadeiro guilty pleasure de toda uma geração, faturou US$ 150 milhões só nos EUA. Agora, os tempos são outros, o nome dos personagens e a locação também mudaram, mas na essência a história ainda é a mesma.

A família Miller muda-se para Cuba no final dos anos 50 - numa época em que o país era um barril de pólvora prestes a explodir, o que acontece com a revolução de Fidel Castro. Katey (Romola Garai, de O Herói da Família) está triste por ter que deixar o seu país e sua vida normal. A família ficará hospedada num hotel, junto com outros norte-americanos. Ao contrário das outras garotas fúteis que conhece lá, ela prefere passar seu tempo lendo e estudando.

Seus dias de tédio terminam quando conhece o caliente funcionário do hotel, Javier Suarez (Diego Luna, de O Terminal), que a leva a um clube chamado "La Rosa Negra". Nesse lugar, a menina se encanta pela dança cubana e decide aprendê-la. Porém, a princesinha americana precisará sofrer muito antes de aprender o ritmo cubano.

Para isso, ela terá dois instrutores muito especiais, Javier e um professor de dança do hotel, vivido por Swayze. Não há nenhuma referência se esse professor é o mesmo que foi parar em Catskills alguns anos depois (quando se passa a ação do primeiro filme). Mas, se ele é o mesmo, há algo de errado, porque no final dos anos 50 ele parece mais velho do que nos anos 60.

Cuba é retratada como um país colorido, em que a política tem um papel fundamental na vida de uma minoria, enquanto a dança tem muito mais apelo. A visão gringa do país é quase a mesma que se tem do Brasil. As pessoas passam o dia dançando lascivamente em praça pública, isso quando não são serviçais dos norte-americanos que, aliás, estão prestes a ser expulsos com a vitória da Revolução.

Nesses 17 anos em que a seqüência ficou em desenvolvimento, chegou-se a cogitar Natalie Portman e Ricky Martin para os papéis principais, numa versão que se passaria em Miami Beach. A escolhida Romola, que lembra uma jovem Melanie Griffith nas habilidades dramáticas e na aparência, não faz muito mais do que mexer os quadris na maior parte do tempo. Luna, por sua vez, faz o típico latin lover, versão pós-adolescência. Os dois não tinham nenhuma experiência com a dança e aprenderam especialmente para o filme.

Dirty Dancing - Noites de Havana certamente vai gerar algum interesse entre os fãs do primeiro filme - que, aliás, não são poucos. Mas é bem provável que saiam decepcionados, pois já não há mais aquele mesmo encanto e magia kitsch que em 1987 arrebatou tanta gente. Para os outros, é mais vantagem ir a uma locadora e alugar o filme original, que está disponível em DVD.

Alysson Oliveira


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