Homem-Aranha

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Crítica Cineweb

29/01/2003

Como ocorreu com Harry Potter e O Senhor dos Anéis, a imensa legião de fãs do Homem-Aranha poderá finalmente satisfazer a curiosidade depois de uma longa espera pelo filme. E a julgar pelo sucesso obtido até agora nos Estados Unidos, deverá aprovar a adaptação do diretor Sam Raimi para o personagem dos quadrinhos, criado em 1962 por Stan Lee.

Os fanáticos por efeitos especiais terão motivos de sobra para não perder as acrobacias do personagem, se deslocando como um Tarzã moderno entre os edifícios de Nova York, suspenso apenas por uma resistente teia de aranha. O franzino e babe face Tobey Maguire convence no papel do tímido Peter Parker, um jovem estudante que ganha repentinamente poderes extraordinários ao ser picado acidentalmente por uma aranha criada com tecnologia genética (na história original, ela é submetida à radiação). Além da força física, o rapaz desenvolve outras habilidades, exclusivas dos aracnídeos, como a produção de teias resistentes, muito úteis nos deslocamentos e na imobilização de criminosos.

Antes de desembarcar no Brasil, onde estréia em grande circuito, Homem-Aranha já havia pulverizado recordes, acumulando US$ 223,6 milhões em apenas dez dias de exibição. Uma bilheteria também dilatada por aqui não será nenhuma surpresa.

Sam Raimi conseguiu equilibrar de forma satisfatória as fartas seqüências de efeitos especiais com um roteiro bastante fiel à história original, recheado com boas doses de humor, principalmente no início quando o desajeitado Peter Parker descobre seus novos poderes e começa a testá-los, como um bebê ao dar seus primeiros passos.

Como no gibi, após descobrir suas habilidades, Peter passa a usá-las para combater o crime. Ele tem motivos de sobra: seu tio, Ben Parker (Cliff Robertson), foi assassinado por um ladrão e ele sente-se culpado. Horas antes deixara de impedir a fuga do mesmo criminoso que acabara de roubar um promotor de luta-livre.

Mas seu maior adversário é o Duende Verde, o alter ego maligno do empresário Norman Osborn (Willem Dafoe), que fabrica engenhocas para o Exército. O vilão é uma espécie de Mr. Hyde que assumiu a personalidade de Osborn depois de uma experiência malsucedida nos laboratórios da empresa.

Como no livro O Médico e o Monstro, de Robert Louis Stevenson, durante uma parte do tempo Osborn é um tipo de Dr. Jeckyl e pai de Harry, o melhor amigo de Peter. O empresário gosta da dedicação do rapaz e admira sua inteligência, voltada para a ciência. Em outros momentos, o demônio interno controla sua personalidade, veste uma roupa verde e sai praticando crimes, flutuando numa espécie de prancha a jato, numa referência a outro personagem de Stan Lee, o Surfista Prateado, super-herói criado em 1966.

Peter e o amigo Harry são fascinados pela colega de escola Mary Jane Watson (Kirsten Dunst). Naturalmente o colega rico sai na frente, pois a timidez de Peter impede qualquer ato mais ousado. Mas, como sempre ocorre nos quadrinhos e agora se repetirá também na tela, a garota se apaixonará pelo Homem-Aranha, que salvará sua vida várias vezes. O que você faria no lugar do Peter, já que os super-heróis têm responsabilidades e sempre acabam sacrificando sua vida pessoal para salvar o planeta? Por outro lado, a escolha pela bela garota isentaria de culpa até o mais egoísta dos mortais.

Cineweb-17/5/2002

Luiz Vita


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