O Espanta Tubarões

Ficha técnica

  • Nome: O Espanta Tubarões
  • Nome Original: Shark Tale
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2004
  • Gênero: Animação
  • Duração: 90 min
  • Classificação: Livre
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Crítica Cineweb

04/10/2004

O fundo do mar tem servido de inspiração para os animadores nos últimos tempos. Do genial Procurando Nemo ao brilhante Bob Esponja Calças Quadradas (que em breve chega aos cinemas) as criaturas marinhas estão se transformando em um tiro certo nas bilheterias. O irregular O Espanta Tubarões, produzido pela DreamWorks (Shrek) vem para engrossar o caldo.

O fundo do mar não é o melhor lugar para se estar - ao menos para os peixes pequenos. Eles são perseguidos por tubarões mafiosos, chefiados por Don Lino (Robert De Niro). Ele tem dois filhos, Frankie (Michael Imperioli), que é um 'bom companheiro' perfeito, e Lenny (Jack Black), que é uma espécie de ovelha negra da família. Bonzinho demais, ele não tem o menor talento para matar peixes - na verdade é vegetariano-, nem ser mafioso. O que ele gosta mesmo é de se vestir de golfinho - mas isso ele não conta, para não decepcionar o poderoso chefão.

Quem poderá mudar a dominação dos tubarões, mesmo que acidentalmente, é Oscar (Will Smith), que por conta de uma série de mal-entendidos acaba sendo creditado como um destemido assassino de tubarões. Oscar trabalha em um lava-rápido que dá banho em baleias - mas ele passa a maior parte do tempo enrolando seu chefe Sykes (Martin Scorsese), ou partindo, involuntariamente, o coração de Angie (Renée Zellweger), a atendente do estabelecimento.

Ao transformar-se no grande matador de tubarões, Oscar vira uma celebridade instantânea, chamando a atenção não só da bela Lola (Angelina Jolie), mas também do poderoso chefão Lino, que tem algumas contas a acertar com o peixinho. Isso faz com que Oscar se esqueça do seu sonho de infância em nome de uma vida que não é sua. É aí que, como a maioria dos filmes infantis, O Espanta Tubarões entra com a sua moral da história. Mesmo sendo uma das mais manjadas do cinema infantil pode até funcionar, por pregar a tolerância e aceitação nesses tempos de diversidade.

A única façanha do roteiro foi conseguir juntar elementos de dois dos mais famosos filmes dos anos 70. O Poderoso Chefão (1972) e Tubarão (1975) renascem no fundo do mar, com tubarões nos papéis de mafiosos e, claro, tubarões. Além disso, há espaço para Car Wash, Onde Acontece de Tudo (1976), uma comédia sobre um lava-rápido que está prestes a ser fechado - quase igual ao lava-baleias desta animação. O filme ainda encontra espaço para mais referências. Desde a obviedade de citar Procurando Nemo (2003) aos improváveis Seabiscuit (2003) e O Chamado (2002). Mas é tanta preocupação em mencionar algo de outro filme que os roteiristas esqueceram de preencher as lacunas entre uma citação e outra.

Com esse excesso de referências ao mundo pop, ao cinema e à cultura americana de O Espanta Tubarões acaba nadando contra a corrente. A cidade dos peixes, por exemplo, parece Nova York, cheia de turistas, carros e taxistas mexicanos. Esse acúmulo de informação acaba tornando boa parte da história arrastada - principalmente o começo. Se isso deixa os adultos coçando a cabeça para se lembrar onde já viram aquele déjà vu, as crianças talvez nem percebam.

A maior virtude do filme é fazer uma animação que é praticamente idêntica aos atores de verdade. É como se fosse a versão peixe do elenco. Lola, por exemplo, tem todos os traços de Angelina Jolie, dos lábios carnudos aos longos cabelos, além do andar sensual. Sykes têm sobrancelhas grossas e o jeito encolhido de Scorsese. Mas muito será perdido nas cópias exibidas no Brasil. Afinal, apenas 10% delas, segundo a distribuidora, serão legendadas. A dublagem nacional tem Paulo Vilhena - que não lembra em nada Will Smith - fazendo Oscar. Isso já é um desperdício de personagem.

Alysson Oliveira


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Comentários:
  • 02/08/2010 - 11h44 - Por Jéssica Lisbôa Tudo de bom este filme maravilhoso.
  • 05/09/2010 - 14h04 - Por Akyura Hunf... Eu comentei a mesma coisa do "Donkey Xote", que veio bem depois deste aqui, mas é o mesmo: é uma porcaria, e sendo sincera, apenas uma única cena presta. Tem gente que acha que é ótimo. Mas essas pessoas não tem referêcia nenhuma. Não conhecem os filmes bons. Aí, elas assistiram um filme ruim, e outro péssimo. E por isso, começam a achar que o ruim é bom só por ser melhor do que um pior... Bem, já no começo, você sente que não vai ser grande coisa. E realmente, não é. Pensem bem antes de fazer "download" e perderem 90 minutos vendo uma porcaria, é o que tenho a dizer.
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