Mulher-Gato

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Crítica Cineweb

09/08/2004

Ainda não será desta vez que o cinema fará justiça à inteligência, sensibilidade e nobreza dos gatos. Uma pena, porque não há no mundo figura mais felinamente sensual do que Halle Barry. A belíssima e talentosa atriz (que não ganhou por acaso o primeiro Oscar de melhor atriz conferido a uma afro-americana) recebeu figurino transado (pelo menos o traje de Mulher-Gato; o de sua vida civil são outros quinhentos...), maquiagem cuidada e até um corte de cabelo ousado, tintura loura. Parece que torraram os US$ 90 milhões do orçamento nisso e nos efeitos especiais. O roteiro é de uma miséria espetacular.

 

Patience Phillips (Halle) é uma desenhista cujo talento está sufocado por um guarda-roupa e corte de cabelo lamentáveis e por um casal de patrões da perversidade de bruxos de historinha infantil: George (Lambert Wilson) e Laurel Hedare (Sharon Stone, nunca antes tão parecida com um andróide). A pobre Patience está criando uma campanha para um novo cosmético da companhia quando vê o que não deve - provas de que o produto é um desastre para a saúde - e acaba morta.

 

Por pouco tempo, claro. Quando o cadáver de Phillips aparece num terreno pantanoso, um gato mágico sopra sua vida de volta. Não há muitas explicações nem aqui nem depois. Patience descobre instintos desconhecidos, como pular a grande altura, dormir no alto de uma estante e devorar uma bandeja de sashimi. A única guru que encontra nessa nova etapa de sua vida é a misteriosa Ophelia (Frances Conroy, a mãe do seriado A Sete Palmos). Mas qualquer revista feminina lhe teria dito coisas mais palpitantes que Ophelia.

 

Nunca fica muito claro ao que veio esta Mulher-Gato. Qual a sua natureza ou missão. O que lhe vai pela cabeça. Ela desfila seu modelito de couro pelos telhados, esbarrando num policial boa-pinta (Benjamim Bratt) e nos patrões malvados, que conseguem ligá-la a alguns assassinatos. Quanto tinha potencial para ser uma aventura esperta com uma figura feminina forte e sensual, a história derrapa numa montagem histérica e zero de humor. Sharon Stone, então, está mais para madrasta da Branca de Neve do que para a musa sensual de Instinto Selvagem. E Halle Berry precisa urgentemente de um filme de verdade para restabelecer sua identidade. Na Companhia do Medo e este não fizeram mais do que arranhar seu currículo.

Neusa Barbosa


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